A Federação Norueguesa de Futebol (NFF) confirmou formalmente apoio a uma denúncia apresentada contra o presidente da Fifa, Gianni Infantino, por uma suposta violação das regras de neutralidade política da entidade. A informação foi divulgada nesta terça-feira pela presidente da federação, Lise Klaveness.
Em entrevista coletiva antes da viagem da seleção norueguesa para a Copa do Mundo, Klaveness afirmou que a carta de apoio da NFF já foi oficialmente enviada. Segundo ela, a iniciativa gerou desconforto político dentro da principal entidade do futebol mundial.
Anteriormente, Klaveness já havia pedido que a Fifa retirasse a premiação para preservar sua neutralidade política. A entidade foi alvo de críticas após conceder um prêmio da paz inaugural ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o sorteio da Copa do Mundo de 2026, realizado em dezembro.
A denúncia foi apresentada pela organização de direitos humanos FairSquare ao Comitê de Ética da Fifa. O documento questiona a decisão de Infantino de entregar um “prêmio da paz” a Donald Trump. A federação norueguesa solicitou que o comitê avalie se o presidente da Fifa violou os estatutos da entidade relacionados à neutralidade política por meio da premiação e de ações associadas a ela.
“Já enviamos a carta, e isso está gerando algumas reações políticas”, disse Klaveness aos jornalistas. “Mas ela foi enviada, e essa etapa está concluída. Vamos acompanhar o caso, avançar, solicitar reuniões e ganhar força nessa questão assim que a Copa do Mundo terminar.”
Klaveness revelou ainda que representantes da Fifa manifestaram preocupação com a posição da NFF durante uma reunião realizada em Budapeste no último fim de semana, período que coincidiu com a final da Liga dos Campeões.
“Não há dúvida de que a carta é vista como algo problemático quando parte de uma associação membro”, afirmou. “Mas foi uma boa reunião, e tivemos discussões construtivas sobre por que isso é considerado problemático e por que é importante para a Noruega apoiar a FairSquare nesse assunto.”
A NFF optou por enviar a carta de forma independente, sem pressionar outras federações nacionais a aderirem formalmente à denúncia.
“Recebemos apoio de outras federações, mas estamos enviando esta carta sozinhos”, declarou Klaveness.
A agência Reuters entrou em contato com a Fifa em busca de um posicionamento sobre o caso. Até o momento, não houve resposta.
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