A comissão responsável por apurar a conduta do ministro Marco Buzzi, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), marcou para o dia 11 de junho a oitiva das duas supostas vítimas e de 20 testemunhas no processo administrativo disciplinar que investiga denúncias de importunação sexual contra o magistrado.
Buzzi está afastado das funções desde 10 de fevereiro. Ele foi acusado de importunação sexual contra uma jovem de 19 anos, filha de um casal de amigos, durante as férias da família em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina.
Depois da primeira denúncia, uma servidora também afirmou ter sido vítima do ministro.
Além da apuração administrativa conduzida pelo STJ, o caso também é alvo de investigação no STF (Supremo Tribunal Federal), onde está sob relatoria do ministro Kassio Nunes Marques.
A coleta dos depoimentos será conduzida pela comissão responsável pela instrução do processo disciplinar. Foram sorteados para compor a comissão os ministros Luis Felipe Salomão, Benedito Gonçalves e Ricardo Villas Bôas Cueva.
Em nota, a defesa de Buzzi afirmou que atuará “com serenidade, responsabilidade e respeito às instituições e às pessoas envolvidas” durante a instrução do processo. Os advogados também disseram ter indicado 30 testemunhas, das quais 16 foram admitidas pela comissão, e afirmaram que os depoimentos poderão “elucidar a verdade dos fatos”.
Em abril, o plenário do STJ decidiu, por unanimidade, instaurar um PAD para apurar as condutas atribuídas a Buzzi, com base nas conclusões de uma sindicância aberta em fevereiro.
Na mesma sessão, os ministros determinaram a manutenção do afastamento cautelar do magistrado até a conclusão das investigações.

