A operação da Polícia Civil, deflagrada nesta segunda-feira (1º), para apurar a relação entre a Prefeitura de São Paulo e o ICB (Instituto Conhecer Brasil), de Karina Ferreira da Gama, proprietária da produtora sobre o filme de Jair Bolsonaro, provocou ruídos entre a corporação policial e a administração municipal.
Em caráter reservado, fontes da prefeitura disseram que a operação foi “midiática” e “desnecessária” e criticaram a Polícia Civil.
Em nota enviada à CNN, a prefeitura disse que repudia “veementemente ilações” de desvios recursos públicos, afirmou que o contrato do Instituto Conhecer Brasil seguiu “rigorosamente” os princípios da legalidade e que o todo material requisitado já havia encaminhado às autoridades e são de acesso público.
A investigação apura fraudes em licitação da prefeitura no valor de R$ 108 milhões. A Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital verifica eventuais irregularidades na implantação, operação e manutenção de 5 mil pontos de acesso à rede de wi-fi pública em comunidades do município, no contexto do programa WiFi Livre SP.
A Secretária de Segurança Pública não comentou detalhes da investigação, mas fontes da pasta afirmaram que a operação só foi deflagrada porque os investigadores não teriam recebido as informações requisitadas.
Em entrevista coletiva nesta segunda-feira, Nunes disse que, se a motivação da investigação for o filme Dark Horse, isso seria um “erro grave” e uma “perseguição política”.
O Sindicato dos Delegados de Polícia Civil de São Paulo saiu em defesa da investigação. À CNN, a delegada Jacqueline Valadares, presidente da entidade, disse que os “procedimentos seguem os ditames previstos em lei, com o devido controle judicial, o que garante a legalidade das ações dos policiais civis, desenvolvidas no cumprimento do dever legal investigativo”.

