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ETFs entram no gosto do investidor comum. Entenda o que mudou

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 4 horas)

O investidor pessoa física muitas vezes se vê diante de um problema concreto: montar uma carteira diversificada exige tempo, conhecimento e, muitas vezes, volumes relevantes de capital que a maioria não tem disponível. Comprar ação por ação, escolher título por título, acompanhar cada mercado separadamente. O ETF existe para resolver exatamente isso.

Fundo negociado em bolsa, o ETF funciona como uma cesta de ativos que replica o desempenho de um índice. Ao comprar uma cota, o investidor automaticamente passa a ter exposição a dezenas ou centenas de ativos ao mesmo tempo, sem precisar selecionar cada um deles. O processo de compra é idêntico ao de uma ação comum, feito pelo home broker de qualquer corretora.

O que tem dentro de um ETF

A gestora monta a carteira seguindo regras públicas e auditáveis, com o objetivo de replicar o desempenho de um índice de referência. Isso significa que o investidor consegue ver exatamente os ativos que compõem o fundo a qualquer momento, algo que fundos tradicionais nem sempre oferecem com o mesmo nível de clareza.

Existem ETFs de diferentes classes de ativos. Os mais conhecidos replicam índices de ações, como o Ibovespa ou o S&P 500. Mas há também ETFs de renda fixa, ETFs setoriais com foco em segmentos específicos da economia, além dos ETFs globais, que dão acesso a mercados estrangeiros sem a necessidade de abrir conta fora do Brasil, e dos ETFs de criptoativos, que caíram no gosto dos investidores brasileiros. Todos negociados dentro do ambiente regulado da B3.

Além da transparência, uma das vantagens mais citadas por quem usa ETFs é o custo. As taxas de administração tendem a ser menores do que as de fundos de gestão ativa, o que faz diferença no retorno acumulado ao longo do tempo.

A liquidez também é um ponto relevante, já que os ETFs são negociados diariamente, com liquidação em até dois dias úteis para renda variável e um dia útil para renda fixa.

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