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Aegea admite novos aportes de acionistas e se prepara para IPO em 2027

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Aegea admite novos aportes de acionistas e se prepara para IPO em 2027

O CEO da Aegea, Radamés Casseb, admite a possibilidade de novos aportes dos acionistas e reitera o desejo de deixar a companhia preparada para uma abertura de capital em 2027.

Em entrevista à CNN, ele disse que as dúvidas levantadas pelo mercado após a divulgação do balanço financeiro de 2025 já constituem uma página virada e citou o aumento de 33% na geração operacional de caixa no primeiro trimestre como exemplo de vitalidade da empresa.

“A gente vem se preparando, desde o ano passado, para a abertura de capital. Mudar a empresa para nível A na CVM, rever processos, ajustar novos padrões de entrega nos demonstrativos. [Essas] discussões originaram um olhar mais rigoroso nos critérios contábeis”, afirmou Radamés.

Hoje a Aegea atua em 890 municípios, de 15 estados diferentes, atendendo cerca de 40 milhões de pessoas com serviços de água e esgoto.

De acordo com o executivo, investimentos em infraestrutura são de capital intensivo e só dão retorno no longo prazo. No caso do saneamento básico, segundo ele, o “payback” só começa a vir no fim da segunda década dos contratos.

Em abril, após sucessivos atrasos, a Aegea divulgou seus resultados financeiros do ano passado e gerou nervosismo no mercado. Agências de classificação de risco, como S&P e Moody’s, rebaixaram sua nota de crédito.

Um dos pontos de preocupação foi a alavancagem da companhia, que terminou 2025 em 3,78 a dívida líquida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização).

Além da Equipav, com 52% do capital total, são acionistas da Aegea o fundo soberano de Cingapura GIC (com 35%) e a Itaúsa (13%).

“Sempre respeitamos uma trilha de responsabilidade financeira”, enfatizou Radamés, lembrando o foco inicial em cidades pequenas e médias. Depois, em grandes projetos como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul (Corsan), houve estruturas específicas de investimento para viabilizar os investimentos e respeitar os covenants

De acordo com o CEO, a companhia tem os atributos de quem se expande rapidamente, mas haverá uma “contínua desalavancagem” ao longo de 2026.

Lembrando que houve capitalização dos sócios no início deste ano e questionado se haverá novos aportes, Radamés relatou a existência de discussões entre os acionistas “neste momento”. “Deveremos contar com isso caso seja necessário”, afirmou.

Segundo ele, a perspectiva ainda é de um IPO — aguardado inicialmente para 2026 e depois postergado diante das dúvidas levantadas pelo mercado — em 2027.

“A companhia quer estar preparada para ser uma companhia listável no ano que vem. A decisão de abrir o capital vai depender muito das condições de mercado, mas todas as providências que temos tomado são para deixá-la pronta para esse momento”, disse Radamés.

“Contamos com os nossos acionistas e investidores. Provavelmente, ao longo dessa jornada, poderemos contar com investimentos que ajudam na aceleração da desalavancagem e reforçam para o mercado a confiança deles na jornada de saneamento no Brasil.”

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