As urnas foram fechadas neste domingo (31) na Colômbia após oito horas de votação na eleição presidencial que deve definir os dois candidatos que avançarão para um provável segundo turno.
Os colombianos votaram para escolher entre o senador de esquerda Iván Cepeda, o advogado e empresário Abelardo de la Espriella e a senadora de direita Paloma Valencia, em uma disputa marcada por diferentes propostas para a economia, a segurança e o combate à desigualdade.
Mais de 40 milhões de eleitores estavam aptos a votar. A divulgação dos resultados está prevista para as 20h deste domingo (31), no horário de Brasília.
As pesquisas de opinião indicavam vantagem para Iván Cepeda, de 63 anos, mas apontavam que o senador dificilmente alcançaria os mais de 50% dos votos necessários para vencer a eleição já no primeiro turno. O cenário mais provável projetado pelos levantamentos era o de uma nova votação em junho.
Filho de um líder comunista assassinado, Cepeda defende a ampliação das reformas iniciadas pelo governo do presidente Gustavo Petro. Entre suas propostas estão a continuidade das negociações com grupos armados ilegais, o aprofundamento de medidas voltadas à redução da desigualdade e da pobreza, o aumento de impostos para os mais ricos, a destinação de 1 milhão de hectares para vítimas do conflito interno e a ampliação da cobertura de saúde.
Na segunda colocação das pesquisas aparecia Abelardo de la Espriella, advogado e empresário de 47 anos que nunca ocupou um cargo eletivo. Apresentando-se como um candidato outsider, ele propõe uma política de segurança mais rígida contra grupos armados ilegais, a construção de 10 megaprisões e iniciativas voltadas à redução da pobreza por meio de investimentos em educação, saúde e habitação.
As propostas e a imagem pública de De la Espriella têm sido comparadas às do presidente de El Salvador, Nayib Bukele. Durante a campanha, o empresário também argumentou que uma eventual vitória de Cepeda representaria a continuidade das políticas econômicas adotadas pelo governo Petro, incluindo a proibição de novos projetos petrolíferos.
O advogado afirmou ter financiado sua campanha com recursos próprios, sem receber doações de partidos políticos ou grandes empresas. A alegação, entretanto, não pôde ser verificada de forma independente pela Reuters.
Em terceiro lugar nas pesquisas aparecia Paloma Valencia, senadora apoiada pelo ex-presidente Álvaro Uribe e considerada uma das principais representantes da direita colombiana. Sua plataforma eleitoral inclui propostas de combate à corrupção, ao narcotráfico e aos grupos armados ilegais.
Valencia também defende incentivos fiscais para estimular a geração de empregos e programas sociais voltados para saúde, educação e habitação. Segundo sua campanha, essas iniciativas seriam financiadas pela retomada da exploração de petróleo e gás.
As pesquisas divulgadas antes da votação sugeriam que, em um eventual segundo turno, a disputa seria mais equilibrada. Isso porque os eleitores de centro e de direita deixariam de ter várias opções de candidatos, concentrando seus votos entre os finalistas da corrida presidencial.
Com o encerramento da votação, a atenção se volta agora para a apuração dos votos e para a definição dos candidatos que seguirão na disputa pelo comando do país.
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