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Déficit fiscal é desafio para próximo governo da Colômbia, diz economista

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Déficit fiscal é desafio para próximo governo da Colômbia, diz economista

A Colômbia realiza neste domingo (31) o primeiro turno de novas eleições presidenciais. Os três candidatos favoritos são: Iván Cepeda, representando a esquerda colombiana; Abelardo de la Espriella, da extrema direita; e Paloma Valencia, do partido Centro Democrático.

De qualquer modo, o próximo governo da Colômbia, independentemente de quem vencer nas urnas, terá pela frente ao menos três grandes desafios macroeconômicos: retomar o crescimento econômico, controlar a inflação e, principalmente, controlar o déficit fiscal, de acordo com Ernesto Revilla, economista-chefe para a América Latina do Citi, em entrevista à CNN Espanhol.

A Colômbia tem um dos maiores déficits fiscais da América Latina, que deve chegar a 6,4% este ano, com a dívida pública já se aproximando de 61% do PIB. Com isso, Revilla alertou que a prioridade, independentemente do resultado das eleições presidenciais, é de uma ação imediata na área fiscal.

“A primeira prioridade da próxima administração, seja qual for, deve ser convencer a população e os mercados de que a situação fiscal será colocada em ordem”, declarou.

O economista-chefe para a América Latina do Citi apontou ainda que a economia colombiana vem registrando crescimento abaixo do potencial histórico, em um cenário marcado pela redução dos investimentos privados e pela perda de confiança dos investidores ao longo dos últimos anos.

Além disso, a inflação continua acima da meta estabelecida pelo Banco Central colombiano, o que faz com que a autoridade monetária mantenha taxas de juros mais elevadas do que o esperado, o que, na avaliação de Revilla, contribui para limitar a expansão da atividade econômica.

Apesar do cenário desafiador, Ernesto Revilla ressaltou que a Colômbia mantém alguns fatores favoráveis. O consumo das famílias continua sustentando parte do crescimento econômico, enquanto as exportações permanecem competitivas em meio à reconfiguração do comércio global.

“A América Latina em geral, e a Colômbia em particular, estão bem posicionadas. As exportações permanecem competitivas e a desvalorização do dólar em nível global beneficiou a moeda colombiana”, analisou.

De acordo com estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI) citadas por ele em entrevista à CNN Espanhol, a Colômbia precisará promover um ajuste equivalente a cerca de três pontos percentuais do PIB para restabelecer o equilíbrio fiscal. Para ele, embora o desafio seja significativo, ainda está dentro de um patamar considerado administrável.

O segundo turno, caso nenhum candidato obtenha 50% mais um dos votos neste final de semana, acontecerá no dia 21 de junho.

*Com informações da CNN Espanhol

**Conteúdo produzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e publicado pela redação da CNN Brasil