O Irã declarou solidariedade ao Omã, nesta quinta-feira (28), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter ameaçado atacar o país caso este tente exercer controle sobre o Estreito de Ormuz ao lado de Teerã.
Esmaeil Baqaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, condenou a “retórica ameaçadora de autoridades americanas contra o Irã e alguns outros países da região” e expressou solidariedade ao “país amigo e irmão de Omã”, afirmou o ministério em comunicado.
Trump afirmou na quarta-feira (27) que a hidrovia estará “aberta a todos” e que os EUA “a vigiarão”. Ele também alertou o Omã para não interferir, dizendo que o país “se comportará como todos os outros ou teremos que explodi-los”.
O Irã já havia declarado que a gestão do estreito não tem relação com os Estados Unidos, mas será coordenada com o Omã.
Baqaei também “condenou veementemente” os novos ataques dos EUA à cidade portuária de Bandar Abbas, classificando-os como “ações agressivas contra a integridade territorial e a soberania nacional do Irã”.
Um oficial americano afirmou que as ações de Washington foram ponderadas, puramente defensivas e destinadas a manter o cessar-fogo.
Em retaliação à ação dos EUA, a IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica do Irã) lançou um ataque contra uma base americana não identificada na região.
Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?

