O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem utilizado o mais recente incidente de segurança registrado nas proximidades da Casa Branca para intensificar a pressão pela continuidade das reformas na residência oficial do governo americano.
O projeto prevê a construção de um salão de festas avaliado em US$ 400 milhões, sob o qual seria erguido um novo bunker de segurança.
O incidente ocorreu no sábado (23), quando um homem abriu fogo contra agentes do Serviço Secreto americano em um posto de controle da residência oficial na esquina da Avenida Pensilvânia com a 17ª Rua, próximo à Casa Branca.
O agressor foi morto pelos agentes. Trump estava na Casa Branca no momento do ocorrido, embora não se saiba ao certo em qual ala da residência ele se encontrava.
Obra polêmica e resistência judicial
Para viabilizar o projeto, uma ala inteira da Casa Branca — a ala leste, que abrigava escritórios, incluindo os da primeira-dama — foi demolida. Associações de proteção do patrimônio histórico dos Estados Unidos contestam a legalidade da obra na Justiça, alegando que os procedimentos de consulta a essas entidades não foram cumpridos antes do início das demolições.
Apesar da resistência, a Casa Branca argumenta que a obra deve prosseguir por razões de segurança.
Casa Branca sem bunker neste momento
O bunker original da Casa Branca, conhecido pela sigla PEOC (Centro de Operações de Emergência do Presidente), foi construído durante a Segunda Guerra Mundial e demolido junto com a ala leste quando as obras do salão de festas tiveram início.
Segundo o editor de Internacional da CNN Diego Pavão, havia um entendimento nas lideranças de defesa dos Estados Unidos de que a estrutura estava obsoleta, especialmente diante das ameaças modernas, como drones e bombas de penetração do solo, conhecidas como “bunker busters”.
Com a demolição, a Casa Branca se encontra atualmente sem nenhum bunker operacional. Em caso de emergência, Trump seria evacuado de helicóptero ou pelo Air Force One. O novo projeto prevê que o salão de festas funcione como uma estrutura blindada, resistente a ataques aéreos e a drones, servindo também como escudo para o bunker a ser construído abaixo dele.
O incidente de abril, quando tiros foram registrados no hotel onde Trump participava do Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, também foi citado como fator que reforça a urgência das obras.

