Os economistas ouvidos pelo BC (Banco Central) passaram a projetar a inflação brasileira acima dos 5% neste ano.
O dado que foi divulgado nesta segunda-feira (25), no Boletim Focus, estima o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em 5,04% em uma alta de 0,12 p.p. (ponto percentual) em relação a divulgação da última semana.
A alta do índice já atingiu a 11ª semana consecutiva, e fica acima do teto a meta para o ano.
Na última semana, o Ministério da Fazenda revisou a projeção da inflação de 3,7% para 4,5% em 2026.
De acordo com a SPE (Secretaria de Política Econômica) a revisão para cima da inflação incorpora a elevação da cotação do petróleo e a expectativa de mercado de uma taxa Selic mais alta ao longo do ano
Para os anos de 2027 e 2028, as estimativas para o índice ficaram em 4,01% e 3,65% nesta publicação.
Além da inflação, o PIB (Produto Interno Bruto) também teve alta em sua estimativa para o ano. Nesta semana, a projeção para o crescimento interno do país ficou em 1,89%, um leve aumento de 0.04 p.p em relação à semana anterior (1,85%).
Para os próximos dois anos, a previsão caiu para 1,70% em 2027 e se manteve em 2% em 2028, ficando em linha com a última divulgação.
Em relação ao câmbio, a projeção foi a única que representou queda nesta semana. De acordo com a publicação, o dólar deve encerrar 2026 em R$ 5,17.
Nos dois anos seguintes, as estimativas também caíram para R$ 5,26 e R$ 5,30, respectivamente.
Já a taxa básica de juros se manteve em linha com a publicação da semana passada, ficando em 13,25%. Para 2027 e 2028, a estimativa também continuou a mesma, em 11,25% e 10%, nesta ordem.
Brasil tem a 2ª maior taxa de juro real no mundo após alta da Selic

