O número de mortos por um ataque de drone em um dormitório estudantil na região de Luhansk, controlada pela Rússia, no leste da Ucrânia, subiu para 12, informou a agência estatal de notícias russa RIA neste sábado (23), citando o ministério de emergência.
A Rússia, na sexta-feira (22), acusou a Ucrânia do que descreveu como um ataque deliberado de drones na cidade de Starobilsk, com o presidente russo Vladimir Putin, na sexta-feira (22), ordenando que seus militares preparassem opções para retaliação.
Leonid Pasechnik, chefe da administração russa na região, publicou uma lista preliminar contendo detalhes de 11 vítimas, a maioria delas meninas de 19 anos.
Nove pessoas permaneceram presas sob os escombros, informou a agência de notícias estatal TASS.
As forças armadas da Ucrânia negaram a responsabilidade pelo ataque, dizendo que tinham atingido uma unidade de comando de drones de elite na área e que suas forças cumpriam o direito internacional humanitário.
Região disputada
A Ucrânia luta para recuperar Luhansk, área que junto com Donetsk faz parte do Donbass, uma das quatro regiões que Moscou reivindicou unilateralmente em 2022, em uma ação que Kiev classificou como uma apropriação ilegal de terras.
Yana Lantratova, comissária de Direitos Humanos da Rússia, afirmou que 86 adolescentes, com idades entre 14 e 18 anos, estavam dormindo no alojamento estudantil Starobilsk da Universidade Pedagógica de Luhansk quando foram atacados por drones ucranianos.
“As forças armadas ucranianas realizaram um ataque direcionado contra crianças que dormiam”, disse Lantratova em um comunicado.
O presidente Volodymyr Zelensky prometeu retribuição na semana passada, após depositar rosas vermelhas sobre os escombros de um prédio residencial em Kiev, onde um ataque com míssil russo matou 24 pessoas, incluindo três crianças.

