Rodrigo Pacheco deve dar um “não” definitivo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a disputa pelo governo de Minas Gerais. Segundo apuração da analista de Política da CNN Isabel Mega, esse recado, no entanto, só será considerado derradeiro quando for dado diretamente ao presidente.
De acordo com Isabel, não basta que Pacheco comunique sua recusa ao Edinho, presidente do PT. “Não adianta falar para o Edinho, presidente do PT, ‘não serei candidato’. Tem que ser com o Lula mesmo”, explicou Isabel Mega.
A avaliação é de que ainda existe o chamado “canto da sereia” de Lula, e que um pedido direto do presidente seria difícil de ser recusado.
PT de Minas inicia plano próprio de ação
Diante do ceticismo com uma mudança de cenário e do tempo político cada vez mais apertado, as lideranças do PT de Minas Gerais já iniciaram um plano próprio de ação.
O partido quer realizar um levantamento interno para avaliar a viabilidade de pelo menos três nomes que circulam nas rodas de conversa: o deputado Reginaldo Lopes, a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania Macaê Evaristo e a ex-prefeita de Contagem Marília Campos.
Esta última, porém, é apontada como nome bem encaminhado para o Senado e, segundo a apuração, o PT não quer “queimar cartucho” com ela para o governo estadual.
Outro nome que aparece nas articulações é o de Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte.
No entanto, interlocutores de Kalil ouvidos por Mega afirmam que, para que isso aconteça, seria necessário um gesto pessoal de Lula. “Ele está magoado com o presidente Lula até hoje”, afirmou Isabel Mega.
PSB e nomes técnicos entram no radar
O PSB de Minas Gerais, partido ao qual Pacheco se filiou recentemente, também está se articulando para ter participação na composição da chapa. O partido, que está em movimento de expansão, oferece nomes de perfil mais técnico.
Lideranças nacionais do PT citam Josué Alencar, filho do ex-vice-presidente José Alencar, e Jarba Soares, ex-procurador próximo de Rodrigo Pacheco, como possíveis nomes nessa linha de composição.
Também circula no imaginário político de Brasília a possibilidade de uma vaga no Tribunal de Contas da União, que poderia ser destinada a Pacheco por indicação do Senado. Segundo a apuração, o senador estaria “empolgado” com essa ideia.

