A falecida rainha Elizabeth II estava “muito interessada” que o filho dela, Andrew Mountbatten-Windsor, assumisse um “papel de destaque” na promoção dos interesses nacionais britânicos, afirmou anteriormente um ex-funcionário, segundo um conjunto de documentos relacionados à nomeação do ex-príncipe como enviado comercial britânico em 2001.
Em um memorando para o então ministro das Relações Exteriores, Robin Cook, datado de fevereiro de 2000, David Wright, então diretor executivo da organização governamental British Trade International, afirmou que “o desejo da rainha” era que Mountbatten-Windsor atuasse como enviado comercial e que o cargo “se encaixaria bem” com o fim de sua carreira na Marinha Britânica.
A troca de mensagens foi detalhada em um lote de documentos divulgados nesta quinta-feira (21) pelo governo britânico, referentes à nomeação de Mountbatten-Windsor como enviado comercial, cargo do qual o ex-príncipe se afastou em 2011 devido a seus laços com o criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein.
Em fevereiro, os legisladores concordaram em publicar documentos relacionados à nomeação de Mountbatten-Windsor para o cargo, dias depois do príncipe ter sido detido sob suspeita de má conduta em função pública.
A prisão de Mountbatten-Windsor ocorreu após o Departamento de Justiça dos EUA divulgar documentos relacionados à sua investigação sobre Epstein, que levantaram questões sobre as relações do ex-príncipe com o financista enquanto ele era enviado comercial.
Na sequência da prisão, os Liberais Democratas britânicos, um partido da oposição, pediram ao governo que divulgasse todos os documentos relacionados à criação do cargo de “Representante Especial para Comércio e Investimento” e à nomeação de Mountbatten-Windsor para essa posição.
Entenda relação entre o ex-príncipe Andrew e Jeffrey Epstein

