O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, afirmou nesta quinta-feira (21) que Carlo Ancelotti recebeu “carta branca” para definir os convocados da Seleção Brasileira visando a Copa do Mundo de 2026. A declaração aconteceu em Maceió, durante visita para acompanhar a reeleição de Felipe Feijó na Federação Alagoana de Futebol.
No Estádio Rei Pelé, Xaud destacou que a entidade deu suporte integral à nova comissão técnica e reforçou a confiança no trabalho do treinador italiano, contratado para liderar o ciclo rumo ao hexa.
“A comissão técnica, com Ancelotti, tem 100% de autonomia nas escolhas de jogadores. A única coisa que eu pedi para ele foi que fôssemos campeões, que trouxéssemos o hexa para casa”, afirmou o dirigente à imprensa.
Segundo o presidente da CBF, todos os pedidos feitos pela comissão foram atendidos desde a chegada do treinador. Para Xaud, a experiência internacional de Ancelotti pode deixar marcas positivas no futebol brasileiro além dos resultados dentro de campo.
“Acredito que o Ancelotti, com toda a capacidade técnica que tem, vai deixar um legado positivo para o futebol brasileiro”, completou.
Durante a entrevista coletiva, o dirigente também foi questionado sobre a situação física de Neymar, que trata uma lesão na panturrilha. Sem entrar em detalhes sobre recuperação ou prazo de retorno, Xaud preferiu transferir a responsabilidade da avaliação para os profissionais da Seleção.
“Em relação a Neymar, acho que isso também cabe à comissão técnica. Eles que acompanham mais de perto”, disse.
Mesmo sem confirmar presença do atacante do Santos no Mundial, o presidente afirmou que a expectativa é contar com força máxima na disputa da Copa.
“A gente espera é que estejam os 26 atletas para representarem a seleção brasileira na Copa do Mundo”, concluiu.
Além dos temas ligados à Seleção, Xaud afirmou que a atual gestão pretende ampliar o desenvolvimento do futebol fora dos grandes centros tradicionais do país. Segundo ele, o objetivo é fortalecer federações menores e descentralizar investimentos.
“Todas essas mudanças foram para fomentar o futebol brasileiro em todas as regiões, principalmente nas federações menores e nas regiões menos privilegiadas”, declarou.
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