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Deolane movimentou R$ 140 milhões em apenas dois anos, diz Gakiya à CNN

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Deolane movimentou R$ 140 milhões em apenas dois anos, diz Gakiya à CNN

Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21) durante uma operação contra um esquema de lavagem de dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital). Após audiência de custódia, a Justiça manteve a prisão preventiva da influenciadora e advogada.

Em entrevista ao CNN 360°, o promotor do Ministério Público de São Paulo Lincoln Gakiya revelou que em apenas dois anos, as contas de Deolane movimentaram R$ 140 milhões: “Ela não tem absolutamente nenhuma comprovação de serviço prestado, sendo de advocacia ou de outra forma que justifique esse numerário”, afirmou Gakiya.

O Ministério Público realizou a quebra do sigilo bancário e fiscal da influenciadora nos últimos cinco anos, identificando grande volume de renda não declarada e pulverização de recursos em diversas contas de pessoas jurídicas.

Segundo o promotor, Deolane chegou a ter 35 empresas abertas em Martinópolis, região de Presidente Prudente, com endereços registrados em um conjunto habitacional de baixa renda, caracterizados como endereços falsos. Outras 15 empresas foram abertas em Santo Anastácio, e o mesmo padrão se repetiu na região de Ribeirão Preto.

“Isso foi aberto justamente para que ela pudesse tentar despistar as autoridades, inclusive a Receita Federal, e poder continuar lavando dinheiro, justificando que esse dinheiro que ela possui seja todo ele relativo às suas atividades nas redes sociais”, concluiu Gakiya.

Segundo o promotor, Deolane faz parte da arquitetura financeira do PCC pelo menos desde 2022 e mantinha uma proximidade pessoal e íntima com a família de Marcola e de Alejandro Camacho (irmão de Marcola), frequentando a casa e festas de familiares dos líderes da facção.

“Tem várias fotos de aniversário, de presença dela em aniversários, em viagens com a família do Alejandro”, afirmou o promotor.

Além disso, ela teria tido grande proximidade com Everton de Souza, responsável pelo controle financeiro das contas de Marcola e Alejandro, ambos presos no sistema penitenciário federal.

Gakiya destacou que Deolane representa uma “nova face” de colaboradores da organização: “Formada por pessoas que se associaram ao PCC sem ser faccionado, ela não é uma participante ‘batizada’, porém ela é uma peça fundamental para que a facção, ou mesmo para que líderes da facção, possam utilizar essas pessoas para lavagem de dinheiro”, explicou.

O promotor citou ainda outros casos semelhantes, como o de Antônio Vinícius Gritzbach, delator assassinado no Aeroporto de Guarulhos em 2024, e de influenciadores ligados ao mundo do funk, presos recentemente pela Polícia Federal por envolvimento em lavagem de dinheiro do crime organizado.

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