O USS Gerald R. Ford, o maior e mais novo porta-aviões dos Estados Unidos, retornou ao porto da Virgínia neste sábado (16), após quase um ano no mar, que incluiu participação na captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, na guerra com o Irã, um incêndio a bordo e repetidos problemas de encanamento.
O navio entra para a história como o mais longo destacamento operacional de um porta-aviões desde o fim da Guerra do Vietnã, em 1975.
Nesta viagem, o navio serviu como ponto focal para uma série de objetivos militares do presidente Donald Trump no exterior.
Para as famílias dos marinheiros, o retorno representa o fim tão aguardado de um ano angustiante, marcado pela participação constante de seus entes queridos em operações militares que dominaram os noticiários.
Neste sábado (16), os familiares dos tripulantes se reuniram em Norfolk para dar as boas-vindas ao porta-aviões, vibrando enquanto ele se dirigia ao cais. Os marinheiros a bordo acenaram para a multidão que segurava diversos cartazes feitos à mão, incluindo um que dizia: “Senti sua falta! Que bom que você voltou.”
O almirante Daryl Caudle reconheceu as dificuldades do destacamento mais longo do que o esperado.
“Pensávamos que seria uma missão de sete meses”, disse Caudle, acrescentando que acabou durando 11 meses. “Perdemos eventos importantes, desde casamentos a nascimentos.”
Amini Osias, cuja filha é eletricista de aviação e serviu no porta-aviões Ford, disse à CNN antes do retorno do navio: “Agora posso finalmente relaxar, respirar e voltar a ter uma rotina normal de sono”. Ele disse que planejava sair para jantar com a filha, ouvir o relato dela sobre a missão e simplesmente ser um pai presente.
A viagem foi difícil em alguns momentos. Um incêndio deflagrou na lavanderia do Ford em março, e a tripulação levou cerca de 30 horas para o extinguir, limpar e evitar que reacendesse.
Cerca de 600 marinheiros ficaram sem acesso às suas camas devido aos danos, mas nenhum sofreu ferimentos graves. Os danos impediram a lavagem de roupa no navio durante um período, aumentando os desafios para a tripulação.
Caudle afirmou neste sábado (16) que o incêndio “ainda está sob investigação”.
O incêndio ocorreu meses após o início da operação dos navios, que já haviam apresentado problemas repetidos com o sistema de banheiros, resultando em interrupções parciais intermitentes, um transtorno para a tripulação que exigiu uma parada no porto para reparos.
Apesar de o Ford ser tecnicamente avançado e o porta-aviões mais novo da frota, disse Osias, as famílias dos marinheiros “ainda tinham dúvidas de que algo pudesse acontecer”. Ele citou o incêndio como um motivo de preocupação.

