A produtora GOUP Entertainment afirmou em nota que não recebeu um “único centavo” de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ou de qualquer outra empresa em que ele tivesse participação. O pronunciamento veio após informações divulgadas na quarta-feira (13) pelo Intercept mostrarem que o senador e pré-candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pediu um repasse de R$ 135 milhões ao ex-banqueiro para financiar o filme “Dark Horse” – um longa biográfico inspirado na trajetória política do pai de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Na nota enviada, a produtora esclarece que a legislação dos Estados Unidos proíbe a divulgação de investidores protegidos por acordos de confidencialidade (Non-Disclosure Agreements), justificando o sigilo sobre os financiadores do filme.
Documentos mostram que pelo menos US$ 10,6 milhões, cerca de R$ 61 milhões, foram pagos entre fevereiro e maio de 2025 em seis transferências bancárias para financiar o projeto.
Segundo a GOUP Entertainment, o projeto cinematográfico foi estruturado dentro do modelo “privado de desenvolvimento audiovisual, por meio de articulações, parcerias e mecanismos legítimos do mercado de entretenimento nacional e internacional, sem utilização de recursos públicos”. Ressaltou ainda que conversas e negociações não configuram, por si só, um investimento consumado.
A produtora repudiou tentativas de associação entre a produção do longa com “fatos externos desprovidos de comprovação documental, financeira ou contratual” e se colocou à disposição das autoridades para esclarecimentos.
Flávio Bolsonaro se pronunciou, por meio de nota, que o pedido se tratou de um “filho procurando patrocínio“.
“Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme”, afirmou.
Veja a nota da GOUP Entertainment na íntegra
A GOUP Entertainment esclarece, preliminarmente, que a legislação norte-americana aplicável a operações privadas de captação no setor audiovisual veda a divulgação da identidade de investidores cujos aportes encontrem-se resguardados por acordos de confidencialidade (Non-Disclosure Agreements). Trata-se de prerrogativa contratual e regulatória legítima, assegurada aos financiadores de projetos estruturados sob o regime de investimento privado, e que esta produtora é obrigada a observar.
Sem prejuízo das restrições acima e com o propósito de afastar especulações infundadas, a GOUP Entertainment afirma categoricamente que, dentre os mais de uma dezena de investidores que compõem o quadro de financiadores do longa-metragem Dark Horse, não consta um único centavo proveniente do sr. Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer outra empresa sob o seu controle societário.
A produtora reafirma que o projeto cinematográfico Dark Horse foi estruturado dentro de modelo privado de desenvolvimento audiovisual, por meio de articulações, parcerias e mecanismos legítimos do mercado de entretenimento nacional e internacional, sem utilização de recursos públicos.
Cumpre destacar, ademais, que conversas, apresentações de projeto ou tratativas eventualmente mantidas com potenciais apoiadores e empresários não configuram, por si só, efetivação de investimento, participação societária ou transferência de recursos — sendo improcedente qualquer ilação em sentido contrário.
A GOUP Entertainment repudia, portanto, tentativas de associação indevida entre a produção cinematográfica e fatos externos desprovidos de comprovação documental, financeira ou contratual.
A produtora permanece à disposição das autoridades competentes e da imprensa para os esclarecimentos cabíveis, reafirmando seu compromisso com a transparência, a legalidade e a integridade de suas operações.

