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Em janeiro, STF apontou transferência de R$ 9 milhões de Vorcaro ao pai

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Em janeiro, STF apontou transferência de R$ 9 milhões de Vorcaro ao pai

Preso na manhã desta quinta-feira (14) pela nova fase da operação Compliance Zero, Henrique Vorcaro, o pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, já foi mencionado em decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que apontou transferência de R$ 9 milhões de um intermediário do Master para Henrique.

Segundo seu perfil no Linkedin, Henrique Vorcaro é diretor presidente do Grupo Multipar, que é investigado pela PF por suspeita de manter atividade financeira envolvendo o Banco Master. Alvo da investigação de hoje, o pai de Daniel foi detido acusado de atuar ao lado do filho na solicitação e no beneficiamento dos serviços prestados pela “Turma”, organização criada para influenciar nas investigações do Caso Master, além de exercer função de operador financeiro dos pagamentos destinados ao grupo.

A decisão publicada em janeiro pelo ministro Dias Toffoli, relator do caso na época, revela que investigações da Polícia Federal constataram o envolvimento de “empresas com capital social ínfimo que cediam direitos creditórios milionários para FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) vinculados ao Banco Master, bem como revelou movimentações financeiras suspeitas, incluindo uma transferência de R$ 9 milhões de um intermediário para Henrique Moura Vorcaro”, concluindo que há fortes indícios de desvio de recursos e risco sistêmico ao sistema financeiro.

Nova fase da operação

Após autorização de hoje do ministro do STF, André Mendonça, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão. As ações ocorreram nos estados de São PauloRio de Janeiro Minas Gerais, onde Henrique foi detido.

No documento, Mendonça afirma que “a prisão preventiva dos principais operadores se justifica pela gravidade concreta dos fatos, pela contemporaneidade da atuação criminosa, pelo risco de reiteração dos ilícitos e pelo potencial de embaraço às investigações.”

As investigações revelaram no início do ano que o grupo contratado pelo banqueiro para influenciar as apurações, realizar atividades de vigilância, coleta de informações e monitoramento de adversários acessava dados do MPF, da Polícia Federal e até de organismos internacionais, como o FBI e a Interpol. 

Vorcaro teve acesso antecipado a diligências da investigação, de acordo com registros localizados pela própria PF. O empresário teria inclusive feito anotações sobre autoridades e procedimentos policiais em curso.

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