Aos 66 anos, Carlo Ancelotti assumiu o Brasil depois de uma trajetória vitoriosa no futebol de clubes.
No entanto, a preparação para a Copa do Mundo de 2026 apresentou um tipo diferente de pressão: menos sessões de treinamento, mais emoção e a dificuldade de selecionar apenas 26 nomes em um país onde a camisa amarela representa muito mais do que apenas uma equipe de futebol.
O Brasil terá desfalques importantes no Mundial, incluindo Rodrygo, Estevão e Éder Militão, todos lesionados. O cenário aumenta a pressão emocional antes da divulgação da convocação oficial, marcada para segunda-feira (18), no Rio de Janeiro.
Além disso, existe a expectativa nacional em torno da presença — ou ausência — de Neymar na lista final.
“Isso pesa muito sobre mim”, disse Ancelotti em entrevista exclusiva à Reuters ao ser questionado sobre o impacto humano de cortar jogadores da convocação.
“Tenho que fazer uma avaliação profissional sobre um jogador, uma pessoa com quem tenho ótima relação pessoal. Há atletas que estiveram conosco e que talvez eu não consiga convocar. Isso acaba tendo impacto. Afeta minhas emoções”, afirmou.
“É um alívio divulgar a lista. Embora exista a sensação de dever cumprido, ela vem acompanhada da tristeza de ter que tomar esse tipo de decisão”, finalizou o italiano.
Na fase de grupos, o Brasil enfrenta Marrocos, Haiti e Escócia no Grupo C.
A equipe aparece entre os favoritos ao título da Copa do Mundo de 2026, empatado com a atual campeã Argentina como quarta principal força na disputa, atrás de Espanha, França e Inglaterra.

