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PP mantém apoia a Ciro, mas programa reunião para rebater investigação

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 4 horas)
PP mantém apoia a Ciro, mas programa reunião para rebater investigação

O presidente nacional do Progressistas, Ciro Nogueira, recebeu uma “onda” de mensagens de apoio e solidariedade de integrantes do partido após ser alvo de uma operação da Polícia Federal relacionada à investigação envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Segundo relatos feitos à CNN Brasil por lideranças da sigla, a maioria dos parlamentares e dirigentes que se manifestaram internamente saiu em defesa de Ciro. Integrantes do PP afirmam que, neste momento, não há qualquer movimento concreto pelo afastamento do senador do comando nacional do partido.

A investigação, porém, deve entrar na pauta da reunião da executiva nacional do Progressistas, marcada para a próxima quarta-feira (20).

O encontro já estava previamente agendado para tratar de temas internos e da articulação política da legenda, mas dirigentes admitem que o caso envolvendo Ciro inevitavelmente será discutido nos bastidores e durante as conversas reservadas.

De acordo com caciques do partido, a tendência majoritária hoje é de manutenção do apoio político ao senador, ao menos até o avanço das investigações. Integrantes da cúpula afirmam que a avaliação predominante é a de que não houve, até aqui, elementos que justifiquem uma pressão interna mais contundente.

A avaliação interna é de que qualquer movimento de afastamento de Ciro do comando do partido deve ser tomado por iniciativa própria dele.

A operação também provocou reações dentro da federação formada entre PP e União Brasil. Lideranças do Progressistas reconhecem que houve incômodo, questionamentos e críticas de integrantes do União, mas dizem que o desgaste foi contido após conversas entre dirigentes das duas siglas.

Nesta terça-feira (12), Ciro publicou um vídeo nas redes sociais em que negou irregularidades e classificou as acusações como “absurdas”. O senador afirmou que “nunca recebeu nenhum valor ilícito” e sugeriu motivação política na operação.

“Tudo o que eu quero é que a polícia investigue com isenção e que o Judiciário julgue da mesma forma”, declarou.

No vídeo, Ciro também questionou o fato de a operação ter começado por “um líder da oposição” e relacionou a investigação ao ambiente eleitoral. O senador ainda saiu em defesa da chamada “emenda Master”, proposta ligada ao FGC (Fundo Garantidor de Crédito), tema que entrou no radar da investigação.

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