O influenciador Carlinhos Maia e o ex-marido Lucas Guimarães voltaram a ser alvos de um novo pedido liminar na Justiça de São Paulo, nesse domingo (10), dentro de uma ação movida pelo motorista de aplicativo Daniel Câncio Santos.
O motorista entrou com a ação contra a dupla em novembro de 2025. O valor da causa pleiteado é de R$ 995 mil. Daniel afirma que trabalhava para uma pessoa moradora do mesmo condomínio do então casal, quando permitiu que os influenciadores entrassem em seu veículo e gravassem um vídeo.
Após a publicação do vídeo e a repercussão nas redes, o motorista declarou que foi demitido por justa causa.
Com isso, Daniel moveu uma ação na Justiça, em que pede para que os réus sejam proibidos de mencionar o seu nome, realizar publicações diretas ou indiretas sobre ele, veicular conteúdos que atinjam sua honra ou reputação, além de remover conteúdos já publicados.
Caso haja um eventual descumprimento de alguma dessas medidas, os influenciadores devem pagar uma multa diária de R$ 50 mil ao motorista de aplicativo.
Segundo a defesa do autor, representada pela advogada Andreia de Sousa Morais Fernandes, a nova solicitação foi protocolada após “publicações realizadas em redes sociais” que, segundo ela, teriam ultrapassado os limites da liberdade de expressão e ampliado os danos já discutidos judicialmente.
Em nota enviada à CNN Brasil, a defesa de Carlinhos Maia e Lucas Guimarães afirmou que o pedido liminar “não possui qualquer consistência jurídica ou probatória” e classificou a ação como baseada em “alegações unilaterais”.
Os advogados sustentam que Daniel não comprovou vínculo trabalhista com um homem residente do mesmo condomínio que seus clientes, citado na ação, nem apresentou elementos que demonstrem nexo causal entre os fatos narrados e os supostos prejuízos alegados.
A defesa também argumenta que o episódio ocorreu em ambiente público e que o motorista teria autorizado espontaneamente a gravação feita pelos influenciadores.
“Somente posteriormente o autor passou a tentar atribuir caráter ilícito aos fatos, promovendo verdadeira aventura judicial baseada em interpretações subjetivas”, afirmou a defesa, composta pelo advogado Rousseau Omena Domingos.
Além disso, o advogado ainda alegou que o novo pedido liminar tenta impor “censura prévia” ao buscar impedir futuras manifestações públicas sobre o caso. “Não existe qualquer decisão judicial que impeça os requeridos de comentar fatos públicos ou processos em andamento”, diz a nota.
O caso tramita na Justiça paulista e o novo pedido de tutela de urgência ainda aguarda análise judicial.

