O Pentágono está implementando o modelo de cibersegurança Mythos, da Anthropic, para encontrar e corrigir vulnerabilidades de software em todo o governo dos Estados Unidos, em meio a um processo de transição para deixar de usar empresa de IA, de acordo com a principal autoridade de tecnologia do Departamento de Defesa nesta terça-feira (12).
Anunciado em 7 de abril, o Mythos está sendo implementado como parte do “Projeto Glasswing” da Anthropic, uma iniciativa controlada na qual organizações selecionadas têm permissão para usar o modelo Claude Mythos Preview, ainda não lançado, para fins de cibersegurança defensiva.
Segundo a Anthropic, o Mythos é capaz de detectar vulnerabilidades antigas em navegadores da web, infraestrutura e software.
Emil Michael, diretor de tecnologia e subsecretário de pesquisa e engenharia do Departamento de Defesa, afirmou que o Pentágono continua executando o plano para remover os produtos da Anthropic das operações nos próximos meses.
No entanto, ele afirmou que a questão do Mythos “é um momento crucial para a segurança nacional”, em que o governo reforçou a segurança das redes, pois esse modelo possui capacidades específicas para encontrar e corrigir vulnerabilidades cibernéticas.
Michael compartilhou aos participantes de uma conferência em Washington, D.C., que, embora essas vulnerabilidades sempre tenham existido, ferramentas de inteligência artificial como o Mythos permitem que elas sejam encontradas e corrigidas mais rapidamente — mas também exploradas com maior agilidade.
Ele também comentou que a vantagem da Anthropic é temporária, acrescentando que modelos da OpenAI, xAI e Google chegarão em breve.
O Departamento de Defesa declarou a Anthropic um risco para a cadeia de suprimentos após as duas partes não chegarem a um acordo sobre como os modelos da Anthropic poderiam ser utilizados pela agência.
A Anthropic processou o governo do presidente Donald Trump em março para tentar reverter a inclusão da empresa na lista negra do Pentágono.

