A ala governista do MDB fala em “página virada” ao comentar um possível estremecimento da relação com o PT após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal).
O Palácio do Planalto, depois da rejeição do nome do advogado-geral da União, mapeou possíveis traições. E governistas ventilaram que entre os votos contrários a Messias poderiam estar parlamentares do MDB que compõem a base do governo, como Renan Calheiros (AL) e Renan Filho (AL).
Pessoas próximas à cúpula do MDB — que tem um claro distanciamento do Palácio do Planalto — chegaram a conjecturar recuos em alianças firmadas entre os dois partidos, especialmente em estados nordestinos.
Essa ala emedebista mais próxima da cúpula do partido avaliava riscos à composição firmada na Bahia, em que Geraldinho Jr. (MDB) será novamente o vice de Jerônimo Rodrigues (PT), e no Ceará, onde Eunício de Oliveira (MDB) disputará o Senado na chapa de Elmano de Freitas (PT).
No Pará, a conjectura também é para que o PT entre com o nome de vice na chapa da governadora Hana Ghassan (MDB).
As alianças serão mantidas nestes e em outros estados em que estavam alinhadas. O MDB ficará neutro nas eleições presidenciais e liberará seus diretórios e quadros para escolherem suas composições.
Em 17 estados, o partido tem um cenário de diretórios que não querem compor nem com Lula, nem com o pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro.
O MDB deve ter oito candidatos a governos estaduais, segundo apuração da CNN Brasil. O partido planeja lançar nomes no Rio Grande do Sul, Paraná, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Alagoas, Paraíba e Pará.
A sigla estabelece como metas eleger 55 deputados federais e 12 senadores.

