A declaração de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, em defesa de Ciro Nogueira (PP-PI), dada em entrevista à CNN nesta terça-feira (12), gerou desconforto entre aliados e parlamentares do entorno de Flávio Bolsonaro (PL). Segundo apuração da âncora Débora Bergamasco e da analista Isabel Mega para o CNN 360º, o movimento contraria diretamente a estratégia que vinha sendo adotada pela pré-campanha de Flávio.
A tentativa de separar Flávio de Ciro Nogueira
Desde que eclodiu a operação envolvendo Ciro Nogueira, o entorno de Flávio Bolsonaro vem trabalhando para distanciar os dois nomes publicamente. Em entrevista ao CNN 360°, na semana passada, Flávio foi questionado pela jornalista Jussara Soares sobre uma possível aliança com o PP. Ele respondeu afirmativamente e ressaltou que o partido é grande e integra a federação União Progressista, junto com o União Brasil.
No entanto, segundo Débora Bergamasco, aceitar o PP na coligação não significaria, necessariamente, abraçar Ciro Nogueira.
Reação dos aliados
A repórter e Isabel Mega conversaram com diversas fontes ligadas à pré-campanha, incluindo aliados e parlamentares. Todas elas demonstraram insatisfação com a postura de Valdemar. “A gente realmente não entende, vai contra tudo que a gente está fazendo, toda a reação, o posicionamento de Flávio Bolsonaro”, disseram as fontes, segundo o relato de Débora Bergamasco. Para o entorno de Flávio, a declaração foi considerada “terrível”.
O cenário revela uma tensão interna na articulação política: enquanto o grupo de Flávio Bolsonaro busca separar a figura de Ciro Nogueira do partido PP, Valdemar Costa Neto foi publicamente na direção oposta ao afirmar que quer manter Ciro no palanque. “Tudo que eles vêm tentando é fazer o oposto do que Valdemar Costa Neto falou hoje aqui na CNN”, resumiu Débora. A situação evidencia um descompasso entre as estratégias dos diferentes atores envolvidos na articulação eleitoral.

