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BNDES destaca potencial de parceria em IA e minerais críticos com EUA

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
BNDES destaca potencial de parceria em IA e minerais críticos com EUA

Dois temas em voga no mundo, a inteligência artificial e os minerais críticos são potenciais pautas para o Brasil trabalhar junto dos Estados Unidos, segundo José Luis Gordon, diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

“O Brasil quer trabalhar agregando valor para o país, gerando investimento para o país. Então, todo tipo de investimento que for possível, nós vamos querer apoiar. E o BNDES tem um papel estratégico de apoiar esses investimentos”, afirmou Gordon em entrevista exclusiva à CNN Brasil após evento da CNI (Confederação Nacional da Indústria) na Brazil Week.

“Por exemplo, minerais críticos estão importantes, estão falados. Nós temos várias minas e queremos agregar valor, investir nessas tecnologias, na transformação mineral. Temos outra agenda importante também, que é de inteligência artificial. […] Podemos trabalhar junto também com o governo americano. Semicondutores, temos uma cadeia global. O Brasil pode fazer parte dessa cadeia global de semicondutores”, pontuou o diretor do banco.

Ao buscar parceiros para essas áreas estratégicas, Gordon ressaltou que a exigência do país “é trazer investimentos, trabalhar em conjunto e poder agregar valor”.

“Quem for, quem quiser trabalhar e ir para o Brasil, será bem-vindo. Terá apoio do BNDES, terá apoio do governo, terá apoio da política pública”, enfatizou.

Os comentários do diretor do BNDES ocorrem pouco após a visita do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aos EUA. O petista esteve reunido com Donald Trump, e interesses estratégicos mútuos foram discutidos.

“O presidente Lula esteve aqui, dialogou com o presidente Trump, e a ideia é construir uma parceria”, ressaltou Gordon à CNN Brasil.

Sobre o setor de minerais críticos, o diretor do BNDES defendeu que “o Brasil vai ser um grande pólo de transformação mineral”.

“Temos recursos para apoiar os projetos que queiram transformar exatamente os minerais na parte de beneficiamento. Temos empresas para trabalhar, por exemplo, na parte de baterias, na parte de semicondutores. E é isso que nós queremos. Liderar essa agenda, obviamente, em parceria. Não queremos fazer isso somente sozinhos com os Estados Unidos, com a Europa, com quem mais quiser fazer esse investimento no Brasil”, concluiu.

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