O mundo perdeu cerca de 1 bilhão de barris de petróleo nos últimos dois meses e os mercados de energia levarão algum tempo para se estabilizar, mesmo que os fluxos sejam retomados, de acordo com o presidente-executivo da Saudi Aramco no domingo (10).
As interrupções no transporte marítimo seguem bloqueando o tráfego pelo Estreito de Ormuz.
“Nosso objetivo é simples: manter o fluxo de energia, mesmo quando o sistema estiver sob tensão”, afirmou Amin Nasser à Reuters em um comunicado, depois que a Aramco divulgou um salto de 25% no lucro líquido do primeiro trimestre.
Os suprimentos globais de energia foram fortemente pressionados pelo bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã, que reduziu o transporte marítimo e aumentou os preços após o início do conflito no Oriente Médio.
“Reabrir rotas não é o mesmo que normalizar um mercado que foi privado de cerca de um bilhão de barris de petróleo”, destacou Nasser, acrescentando que anos de subinvestimento agravaram a pressão sobre os já baixos estoques globais.
A Aramco usou o oleoduto Leste-Oeste para contornar o Estreito de Ormuz e transportar petróleo bruto para o Mar Vermelho, um ativo que Nasser descreveu como uma “linha vital” para mitigar a crise de abastecimento global.
Apesar das mudanças nas rotas de transporte marítimo, Nasser reiterou que a Ásia continua sendo uma prioridade fundamental para a empresa e é essencial para a demanda global.
Por que o Estreito de Ormuz é tão importante para a economia do mundo?
