Após receber proposta do Irã para fim da guerra, neste domingo (10), o presidente Donald Trump afirmou que é “totalmente inaceitável”, sem detalhar detalhes sobre reais motivos da rejeição do acordo solicitado pelo país do Oriente Médio.
“Acabei de ler a resposta dos chamados “Representantes” do Irã. Não gostei — TOTALMENTE INACEITÁVEL! Obrigado pela atenção a este assunto. Presidente DONALD J. TRUMP”, publicou o mandatário americano na rede Truth Social.
Trump também aproveitou para criticar o o ex-presidente Barack Obama pelo acordo que fez com o Irã, assinado em 2015, o acusando de “abandonar Israel” e “ficar ao lado” dos iranianos.
Proposta iraniana
Segundo relatou uma fonte da agência estatal do Irã à CNN, a proposta iraniana exigia o fim total da guerra e garantias de que não haveria novos ataques ao país e a suspensão das sanções relacionadas à venda do petróleo por 30 dias.
O documento, mediado pelo Paquistão, exige que os Estados Unidos paguem uma indenização pelos danos causados pela guerra e destaca a soberania do Irã sobre o Estreito de Ormuz. O texto ainda requer a necessidade de encerrar o bloqueio naval do Irã após a assinatura de um entendimento inicial.
A proposta do Irã enviada aos Estados Unidos, segundo fontes, destaca a necessidade de encerrar totalmente a guerra, bem como garantias contra qualquer novo ataque ao país, e exige a necessidade de revogar sanções da Ofac – o escritório de controle de ativos estrangeiros dos EUA – relacionadas às vendas de petróleo iraniano durante um período de 30 dias, segundo a agência estatal Tasnim.
Jamais nos curvaremos diante do inimigo, e se surgir a conversa sobre diálogo ou negociação, isso não significa rendição ou recuo
Masoud Pezeshkian, presidente iraniano em publicação no X
Problemas em Ormuz
Um alto oficial militar iraniano alertou os países que impõem sanções ao Irã de que “enfrentarão problemas” quando seus navios passarem pelo Estreito de Ormuz, informou a mídia estatal neste domingo (10).
“De agora em diante, os países que seguirem os Estados Unidos na aplicação de sanções contra a República Islâmica do Irã certamente enfrentarão problemas ao passar pelo Estreito de Ormuz“, disse o brigadeiro-general Amir Akraminia, porta-voz do Exército.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países , em Teerã.
Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter , assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.
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Mais de 1.900 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
O conflito também se . O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Mais de 2.500 morreram no território libanês desde então.
*Com informações da CNN Inter e Reuters

