Um assunto veio à tona na internet nesta semana, quando um site especializado em tecnologia divulgou que, junto ao software do navegador Google Chrome, um arquivo de aproximadamente 4 GB é instalado no disco rígido sem pedir permissão ao usuário.
De acordo com a página The Privacy Guy, o arquivo contém o Gemini Nano, um modelo de aprendizado de máquina (LLM) da empresa. Ainda, a acusação é de que não é possível excluir o documento do computador.
Questionado pela CNN Brasil, o Google afirmou que o software — usado para potencializar os recursos da web e do navegador — é instalado junto ao navegador desde 2024 e é desinstalado caso o armazenamento do dispositivo fique cheio.
A empresa afirmou que é possível deletar os arquivos e interromper o funcionamento dessa IA, fazendo com que os recursos que dependem deles fiquem indisponíveis.
As funcionalidades que dependem desse software abarcam o auxílio na redação ou reformulação de textos; aviso sobre golpes; resumo de páginas da web; organizar suas abas.
Leia a nota do Google na íntegra
Oferecemos o Gemini Nano para o Chrome desde 2024 como um modelo leve de processamento no dispositivo (on-device). Ele viabiliza recursos de segurança essenciais, como detecção de golpes e APIs para desenvolvedores, sem o envio de dados para a nuvem.
Embora o funcionamento exija espaço de armazenamento local no desktop, o modelo será desinstalado automaticamente caso o dispositivo apresente escassez de recursos.
Em fevereiro, iniciamos o rollout da funcionalidade que permite aos usuários desativar e remover o modelo com facilidade diretamente nas configurações do Chrome. Uma vez desabilitado, o modelo não realizará novos downloads ou atualizações. Mais detalhes podem ser encontrados em nosso artigo na central de ajuda.
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