O desembargador Ivo de Almeida foi denunciado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) para a Corte Especial do STJ (Superior Tribunal de Justiça), na última quarta-feira (6), por suposto envolvimento em um esquema de venda de sentenças.
Com isso, o MPF (Ministério Público Federal) informou em um comunicado oficial que o desembargador, que fazia parte do STJ, passou a ser réu pelas acusações.
O órgão também comunicou que outras três pessoas também foram denunciadas e são apontadas como integrantes da organização do esquema. O MPF investiga que eles supostamente atuavam na negociação de decisões judiciais em favorecimento dos investigados em processos.
Para o Ministério, Ivo de Almeida utilizava da sua posição para beneficiar investigados, até mesmo mediante intervenções junto de autoridades policiais e acessando informações sigilosas.
Os fatos apurados aconteceram entre 2019 e 2022, envolvendo uma suposta prática de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, advocacia administrativa e associação criminosa.
O MPF também pediu a manutenção do afastamento do magistrado até o julgamento final da ação penal.
A defesa do desembargador informou à CNN Brasil que recebe a decisão com respeito, porém discorda fortemente do conteúdo. Contando, ainda, que os elementos de apuração mostram indevida exploração do nome de Ivo por terceiros sem seu conhecimento.
O STJ, o MPF e o TJ (Tribunal de Justiça) informam que, como o caso está em segredo de justiça, não é possível prestar maiores informações.
