O presidente da Federação Palestina de Futebol, Jibril Rajoub, recusou apertar a mão do vice-presidente da Federação de Israel, Basim Sheikh Suliman, durante um momento de tensão no congresso da Fifa, nesta quinta-feira (30).
Ambos foram chamados ao palco pelo presidente da entidade, Gianni Infantino, mas Rajoub optou por não cumprimentar Suliman.
Gianni Infantino invited the delegates from Israel and Palestine to take a photo together.
Don’t think it went the way the FIFA President hoped… pic.twitter.com/paoUNRmWqS
— Rob Williams (@RobTheHockeyGuy) April 30, 2026
Infantino colocou a mão no braço de Rajoub e o convidou, com um gesto, a se aproximar do dirigente israelense, sem sucesso.
Questionada sobre o que foi dito no momento, a vice-presidente da federação palestina, Susan Shalabi, afirmou à Reuters: “Não podemos apertar a mão de alguém que os israelenses trouxeram para encobrir seu fascismo e genocídio! Estamos sofrendo.”
Infantino tomou a palavra e declarou: “Vamos trabalhar juntos, presidente Rajoub, vice-presidente Suliman. Vamos trabalhar juntos para dar esperança às crianças. São questões complexas.”
Ignorância de Infantino?
Após o congresso, Shalabi disse à Reuters que a tentativa de Infantino de promover um cumprimento ignorou o conteúdo do discurso de Rajoub, que voltou a pedir que clubes israelenses não atuem em assentamentos na Cisjordânia.
“Ser colocada nessa situação de ter um aperto de mão depois de tudo o que foi dito anula o propósito do discurso que o general estava fazendo”, afirmou.
“Ele passou cerca de 15 minutos explicando como as regras importam e como isso pode abrir precedente para violação de direitos das associações. E então isso seria simplesmente ignorado. Foi absurdo.”
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Tensão crescente
Na semana passada, a federação palestina recorreu à Corte Arbitral do Esporte contra a decisão da Fifa de não punir Israel por clubes sediados em assentamentos na Cisjordânia.
A entidade palestina defende que equipes instaladas nesses territórios, reivindicados para um futuro Estado palestino, não deveriam disputar ligas organizadas pela federação israelense.
A Fifa informou no mês passado que não tomaria medidas contra a federação de Israel ou seus clubes, citando o status legal indefinido da Cisjordânia no direito internacional público.
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