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Kalil é condenado por nomear irmão de ex-namorada em órgão

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Kalil é condenado por nomear irmão de ex-namorada em órgão

O ex-prefeito de Belo Horizonte e pré-candidato ao governo do estado, Alexandre Kalil (PDT), foi condenado por nepotismo pela Justiça após nomear o irmão de sua ex-namorada em um órgão municipal quando era prefeito da capital mineira.

Segundo a decisão obtida pela Itatiaia e confirmada pela CNN, Kalil usou seu cargo como prefeito para nomear Marcelo Amarante a um cargo comissionado na Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica. Marcelo é irmão de Fernanda Amarante, ex-namorada de Kalil que trabalhava como assessora jurídica no gabinete do prefeito durante a gestão do pedetista.

Esta não é a primeira vez que Kalil é penalizado pela Justiça mineira. Em agosto de 2025, o ex-prefeito foi condenado por improbidade administrativa ao não cumprir uma decisão judicial.

O Ministério Público apontou irregularidades após o depoimento de Sérgio Augusto Domingues, então Presidente da Fundação, afirmando que Marcelo Amarante “veio nomeado pelo Gabinete do Prefeito e que não o escolheu especificamente, apenas acatou a indicação superior”.

Kalil e Marcelo Amarante foram condenados a pagar uma multa correspondente à soma de dois salários recebidos quando funcionários. Na sanção ao ex-prefeito ainda consta a proibição de “contratar com o poder público” ou receber “benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios” pelos próximos dois anos.

A defesa de Marcelo Amarante alegou que não houve prática de nepotismo, visto que Amarante não tem parentesco direto com o ex-prefeito e destacou as formações técnicas como médico veterinário.

Na decisão, o juiz apontou que os argumentos usados pelas defesas dos réus não têm sustentação. Segundo ele, Kalil tinha ciência da relação de Fernanda com o indicado e, ainda assim, determinou a indicação. “Essa vontade livre e consciente de favorecer o núcleo familiar de pessoa próxima à sua gestão configura o dolo específico exigido pela nova redação da LIA”, diz a decisão

Segundo a peça, o “administrador responde pelo ato que pratica, especialmente quando o vício é de moralidade e impessoalidade, princípios que devem nortear toda a conduta do Chefe do Executivo”.

A CNN procurou a assessoria de Alexandre Kalil, mas ainda não obteve retorno. O espaço segue aberto.

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