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WEG lucra R$ 1,46 bi no 1º trimestre de 2025, queda de 5,7%

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)

A fabricante de equipamentos WEG registrou lucro líquido de R$ 1,46 bilhão no primeiro trimestre de 2026, queda de 5,7% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado reflete a falta de projetos solares de grande porte e desvalorização do dólar frente ao real, apesar da manutenção de margens operacionais em níveis elevados.

A receita operacional líquida da companhia somou R$ 9,47 bilhões no período, recuo de 6,1% na comparação anual, impactada principalmente pela retração de 19,5% no mercado interno, enquanto o mercado externo avançou 4,5% em reais e 16,1% em dólares. 

Em entrevista à CNN, o diretor financeiro da empresa, André Rodrigues, explica que atualmente cerca de 60% da receita da WEG está fora do Brasil a valorização do real frente ao dólar gera um efeito contábil.

“Fora do Brasil, na área de equipamentos industriais, a demanda continuou saudável para equipamentos de ciclo curto, ainda mais agora com demanda de óleo e gás demandando investimentos, sistemas de ventilação e refrigeração para data centers, além de transmissão e distribuição”, afirma.

Por outro lado, a companhia atribuiu o desempenho mais fraco no Brasil à menor demanda por projetos de geração solar centralizada. A demanda em transmissão e distribuição seguem positivas.

“Tivemos uma queda de receita motivada pela ausência de projetos importantes de geração solar centralizada. Ano passado, isso foi muito expressivo, sobretudo no primeiro semestre e esse ano não temos carteira. Estamos sofrendo o mesmo impacto que o ano passado tivemos com projetos eólicos”, explica.

Mesmo com a queda na receita, a rentabilidade mostrou resiliência. O Ebitda totalizou R$ 2,10 bilhões no trimestre, baixa de 3,2% frente ao primeiro trimestre de 2025, enquanto a margem Ebitda avançou 0,6 ponto percentual, para 22,2%, sustentada por um melhor mix de produtos e ajustes operacionais. Já a margem líquida ficou em 15,4%, praticamente estável em relação ao ano anterior.

A área de geração, transmissão e distribuição de energia sofreu com a ausência de novos projetos de geração solar de grande porte (centralizada), base de comparação elevada no início de 2025 também contribuiu para a queda. Em contrapartida, as operações internacionais mantiveram ritmo positivo, com destaque para a demanda em equipamentos industriais ligados aos setores de óleo e gás, além de sistemas de ventilação e refrigeração.

A companhia também foi impactada por fatores de custo, como o aumento de matérias-primas (especialmente o cobre) e tarifas de importação nos Estados Unidos. Ainda assim, a empresa destacou ganhos de eficiência operacional e produtividade como elementos importantes para sustentar a competitividade.

Apesar do cenário mais desafiador no curto prazo, a WEG mantém perspectiva positiva, apoiada por uma carteira de pedidos robusta, sobretudo em negócios de ciclo longo na área de energia, além da continuidade de investimentos em expansão da capacidade produtiva no Brasil e no exterior.

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