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Seleção feminina do Afeganistão voltará a disputar torneios da Fifa

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Seleção feminina do Afeganistão voltará a disputar torneios da Fifa

As jogadoras de futebol do Afeganistão poderão finalmente mostrar suas habilidades ao mundo após a Fifa abrir caminho para o retorno da seleção às competições internacionais. A ex-capitã Khalida Popal afirmou que o time será um símbolo de resistência para as mulheres que seguem enfrentando dificuldades no país.

A seleção não disputa uma partida oficial desde antes do retorno do Talibã ao poder em 2021. Desde então, as autoridades impuseram restrições severas a mulheres e meninas, incluindo limitações na educação, no trabalho e no esporte, o que levou muitas atletas a deixar o país ou abandonar a carreira esportiva.

Antes da tomada de poder pelo Talibã, o Afeganistão tinha 25 jogadoras sob contrato, a maioria atualmente vivendo na Austrália.

“Nosso time sempre foi conhecido como um time ativista. Mas essa oportunidade, com o apoio certo da Fifa, será o momento de também mostrarmos nossas habilidades e desenvolvermos o talento jovem na diáspora”, disse Popal, fundadora da equipe, à Reuters.

A equipe será um símbolo de resistência. Sei que será difícil, porque as mulheres afegãs dentro do Afeganistão terão dificuldades para fazer parte disso. Mas se ainda pudermos ser a voz delas, levando mensagens de esperança e mostrando apoio de que elas não foram esquecidas, continuaremos a usar nossa plataforma”, acrescentou.

A seleção chamada Afghanistan Women United passa atualmente por um processo de seleção, com a Fifa organizando centros regionais de avaliação na Inglaterra e na Austrália. A equipe deve retornar aos gramados em junho, com adversários e locais ainda não confirmados.

Embora o Afeganistão não possa mais se classificar para a Copa do Mundo Feminina de 2027, no Brasil, ainda poderá disputar as eliminatórias para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.

“Independentemente do quanto façamos advocacy fora de campo, no futebol é o jogo que decide. Então também queremos ser uma equipe competitiva e mostrar um bom futebol”, disse Popal.

Andrea Florence, diretora executiva da Sport and Rights Alliance, afirmou que a decisão da Fifa vai além do esporte.

“Essa decisão é crucial para garantir que todas as federações membros cumpram suas responsabilidades com a igualdade de gênero e os direitos humanos”, disse.

“Trata-se de enviar uma mensagem de que nenhum governo deve ter o poder de apagar as mulheres da vida pública”.

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