Todos os olhares estão voltados para Teerã, enquanto o mundo inteiro aguarda o próximo passo da liderança iraniana.
Mediadores paquistaneses esperam uma proposta de paz revisada do Irã, após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter rejeitado uma versão anterior.
Fontes familiarizadas com as negociações afirmam que uma resposta pode chegar ainda nesta quinta-feira (29) ou ser adiada para sexta-feira. As mesmas fontes dizem que esses atrasos indicam dificuldades em contatar o líder supremo, o aiatolá Mojtaba Khamenei.
A paciência se manifesta de diferentes maneiras.
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, disse ao seu gabinete que o ministro das Relações Exteriores do Irã, que liderou as negociações em Islamabad no fim de semana, “me garantiu que me daria uma resposta”.
Não foi divulgado um prazo, mas a leve pressão pública junto aos iranianos é notável, vindo logo após a Casa Branca sinalizar que sua paciência está se esgotando.
A mensagem de Trump de que o Irã “precisa ficar esperto logo” contrastava com sua mensagem mais cautelosa de ontem, quando disse acreditar que o Irã seria capaz de “resolver sua situação de liderança”.
Ele pareceu ecoar as preocupações sobre Khamenei – que ainda não foi visto em público – levantadas pelo secretário de Estado Marco Rubio, que questionou se autoridades de alto escalão conseguem chegar ao líder supremo, sugerindo que o acesso a ele era “questionável”.
Quanto mais o Irã adiar, mais perguntas surgirão.
O lento processo de tomada de decisão é sintoma de um aiatolá entrincheirado em segredo no final de uma longa cadeia logística? Ou, mais problemático ainda, é uma manobra tática dos linha-dura que o estão isolando intencionalmente para ganhar tempo e pressionar Trump?
Ninguém parece ter uma resposta para isso, e é conveniente para o Irã manter todos na dúvida.
Saiba como foi a Revolução de 1979 que instituiu regime dos aiatolás no Irã

