Apesar do últimos cortes do BC (Banco Central) na taxa Selic, o Brasil permanece na segunda posição do ranking mundial de juros reais, segundo levantamente da Lev Intelligence e da MoneYou.
O Copom (Comitê de Política Monetária) tirou 0,25 ponto da taxa básica, reduzindo os juros brasileiros ao patamar de 14,5% ao ano, em decisão publicada nesta quarta-feira (29).
Com taxa real de 9,33% ao ano, o país fica atrás somente da Rússia, com 9,67%, e está à frente de México, 5,09%, e África do Sul, 4,62%.
O estudo considera juros descontados da inflação projetada para os próximos 12 meses, utilizando taxas de mercado equivalentes a um ano.
Entre os dez primeiros colocados, além de Rússia e Brasil, aparecem países emergentes e europeus, como Indonésia, Hungria e Colômbia.
Já economias desenvolvidas figuram mais abaixo no ranking, com taxas reais próximas de zero ou até negativas, como é o caso da Suíça, -0,21%, da Argentina, -1,15%, e do Japão, -1,56%.
Na média geral, os juros reais dos 40 países analisados ficaram em 1,58% ao ano.
O levantamento também aponta que a maior parte das economias manteve suas taxas inalteradas recentemente: entre 164 países monitorados, 84,15% não promoveram mudanças, enquanto 4,88% elevaram os juros e 10,98% optaram por cortes.
Em termos nominais, o Brasil aparece entre a terceira e a quarta posição global, com taxa de 14,5% ao ano, próximo à Rússia e atrás de países como Turquia e Argentina, que lideram nesse critério.
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