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BC repete corte de 0,25 ponto e reduz juros a 14,5%

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 4 horas)
BC repete corte de 0,25 ponto e reduz juros a 14,5%

O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) voltou a cortar, nesta quarta-feira (28), a taxa básica de juros do país em 0,25 ponto percentual, levando a Selic ao patamar de 14,5% ao ano.

A decisão foi unânime e saiu em linha com as expectativas do mercado, que vinham deteriorando desde o início da guerra no Oriente Médio, há cerca de dois meses.

Em seu comunicado, o Copom voltou a destacar que “o ambiente externo permanece incerto”, indicando preocupação com a “indefinição a respeito da duração, extensão, e desdobramentos dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio, com reflexos nas condições financeiras globais”.

“Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities“, diz o colegiado.

Perspectivas

Quanto às expectativas do mercado, o boletim Focus indica que, apesar de os investidores verem espaço para mais quedas de juros ao longo do ano, as perspectivas para a Selic e inflação neste ano têm se deteriorado, com os agentes econômicos enxergando cada vez mais a taxa básica do país num patamar maior que o esperado anteriormente.

Na última decisão de juros, do dia 18 de março, quando o Copom cortou a Selic em 0,25 ponto, a primeira redução desde maio de 2024, a diretoria do BC já havia explicitado em seu comunicado que “o ambiente externo tornou-se mais incerto”.

O colegiado havia sinalizado que acompanharia, sobretudo, o impacto do conflito sobre a cadeia de suprimentos global e os preços de commodities que afetam direta e indiretamente a inflação do Brasil.

Projeção de inflação

O BC reajustou suas expectativas para a inflação, passando a avaliar que os preços vão subir 4,6% em 2026, estourando o teto da meta perseguida pela autoridade monetária. Anteriormente, a autarquia estimava que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) seria de 3,9% neste ano.

Copom desfalcado

Normalmente contando com nove votos, a reunião desta quarta contou com três desfalques. O comitê já está com dois participantes a menos desde a saída de Diogo Guillen, da diretoria de Política Econômica, e de Renato Gomes, da diretoria de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução.

Os diretores Paulo Picchetti, de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos, e Gilneu Vivan, de Regulação, estão acumulando as diretorias até que as vagas sejam preenchidas.

A terceira ausência foi informada pelo Banco Central na terça-feira (28). O diretor de Administração da autoridade monetária, Rodrigo Alves Teixeira, não participa, de forma excepcional, da reunião do Copom, devido o falecimento de um familiar em primeiro grau. Com a ausência de Teixeira, a decisão contou com seis votos.

Em atualização…

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