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Aneel nega pedido da Âmbar e mantém validade de leilão de capacidade

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Aneel nega pedido da Âmbar e mantém validade de leilão de capacidade

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) negou nesta quarta-feira (29) o pedido da Âmbar, braço de energia dos Irmãos Batista, que pedia a anulação de parte Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap) de 2026.

Segundo a decisão da agência, o edital era claro e a empresa aceitou as regras, não podendo ser contestadas posteriormente.

“Não evidenciam vício procedimental, falha sistêmica, erro da administração ou descompasso regulatório capaz de infirmar a regularidade do LRCAP de 2026”, diz um trecho do documento.

A Âmbar havia  alegado falhas no sistema do leilão que teriam impedido a apresentação de lances estratégicos.

Já no caso da UEG Araucária, térmica comprada da Copel em 2023, a Aneel entendeu que eventual erro foi da própria empresa no cadastro e que o edital previa claramente a responsabilidade do agente sobre sua inscrição.

“O enquadramento questionado decorreu de escolha expressa da própria recorrente na etapa de inscrição”, informou a agência.

Na última quinta-feira (23), a AGU (Advocacia-Geral da União) já havia contrariado os recursos apresentados pela J&F e concluiu que o Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap) foi conduzido de forma regular, sem falhas da administração ou inconsistências nas regras.

Em parecer jurídico encaminhado à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), a AGU recomendou o não provimento dos recursos, ao entender que os questionamentos decorrem de decisões tomadas por elas próprias durante o leilão, e não de erros no processo.

Segundo a análise, “não se verifica falha da administração, obscuridade das normas do leilão ou defeito na condução do procedimento”, afastando uma das principais teses levantadas pelas companhias.

O certame foi realizado em 18 de março e contratou 18,97 GW de potência, com previsão de R$ 64,5 bilhões em investimentos, e terminou com deságio médio de 5,52% em relação aos preços iniciais definidos pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

Apesar do resultado considerado positivo para as empresas, o processo passou a ser questionado após recursos apresentados pela Âmbar junto à Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Agora, embora derrotadas na esfera administrativa, as duas companhias Araucária ainda podem recorrer ao Judiciário para suspender os efeitos da decisão via liminar.

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