Um novo estudo indica que bebês cujas mães receberam vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) durante a gestação, ou que foram imunizados com Nirsevimabe após o nascimento, apresentaram taxas significativamente menores de infecção e menor uso de serviços de saúde.
A pesquisa também apontou redução na incidência de complicações graves entre os bebês imunizados. Os resultados foram apresentados no Encontro das Sociedades Acadêmicas de Pediatria (PAS) de 2026, entre os dias 24 e 27 de abril, em Boston.
O VSR é uma das principais causas de infecções respiratórias e hospitalizações em bebês com menos de seis meses nos Estados Unidos.
Em 2023, a FDA aprovou duas estratégias preventivas: a vacina materna Abrysvo, da Pfizer, aplicada entre a 32ª e a 36ª semana de gestação, e o Nirsevimabe (Beyfortus), da Sanofi, um anticorpo monoclonal de longa duração administrado em recém-nascidos.
Apesar da aprovação, dados de efetividade em condições reais ainda são limitados, sobretudo em populações de maior vulnerabilidade.
O estudo foi conduzido em Nova York, durante o período em que o estado enfrentou uma “tripla epidemia” de VSR, influenza e COVID-19, em outubro de 2023.
Os pesquisadores analisaram hospitalizações, necessidade de suporte respiratório e desfechos clínicos ao longo de 180 dias após a infecção, considerando também a circulação de outros vírus respiratórios.
“A carga da doença causada pelo VSR nessa população de bebês é enorme, resultando em cerca de meio milhão de visitas ao pronto-socorro e mais de 100 mil internações hospitalares por ano”, afirmou Uday Patil, vice-presidente de Pediatria do NYC Health e autor sênior do estudo.
“Nosso estudo investigou o impacto dessas imunizações durante a primeira temporada após sua disponibilização na prevenção de morbidades relacionadas à infecção pelo VSR em bebês com menos de 6 meses de idade em um dos bairros mais diversos e carentes de serviços médicos no Queens, na cidade de Nova York, atendido pelo Hospital Elmhurst.”
Segundo o pesquisador, houve alta adesão às estratégias preventivas. “Observamos uma alta adesão (>65%) à vacina materna contra o VSR (Abrysvo) entre nossas pacientes grávidas e à imunização infantil (Beyfortus) entre os recém-nascidos (>90%).
Isso indica uma forte confiança dos pacientes no sistema de saúde dentro de nossa população vulnerável”, disse. Patil destacou ainda o impacto direto nos desfechos clínicos.
“As taxas de infecção pelo VSR, hospitalizações e gravidade da doença diminuíram significativamente entre os bebês em nosso estudo, demonstrando a alta eficácia de ambas as imunizações. Nossos achados fornecem resultados pragmáticos, enfatizando que essas novas estratégias preventivas contra o VSR são transformadoras e confirmando o ditado de que ‘prevenir é melhor que remediar!’”.
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