O pré-candidato à Presidência, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta terça-feira (28) que o voto dos senadores de direita na sabatina do advogado-geral da União Jorge Messias para o cargo de ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) será conforme a “consciência” de cada um.
“O combinado é: cada um vai votar conforme a sua consciência”, afirmou Flávio. A sabatina de Messias ocorre amanhã, na quarta-feira (29), na CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) e no plenário do Senado.
Na avaliação de Flávio, o resultado da sabatina ainda está “em aberto”, mas o PL (Partido Liberal) combinou de encaminhar o voto contrário à indicação. A expectativa é de que a votação seja apertada para Messias.
Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ele enfrentará um momento de críticas ao Supremo e de uma falta de apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que tinha como favorito o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para o cargo.
No plenário, Messias precisará do apoio de 41 senadores do total de 81. Governistas têm circulado a informação de que o advogado já tem pelo menos 48 votos. No entanto, Flávio disse não acreditar que ele tenha esse número.
Suplente na CCJ, Flávio afirmou que pretende comparecer à votação. Segundo o senador, ele deve perguntar a Messias sobre a atuação da AGU (Advocacia-Geral da União) quanto ao 8 de Janeiro e sobre imunidade parlamentar. Sob o comando de Messias, a AGU pediu a condenação definitiva dos envolvidos nos atos antidemocráticos que aconteceram em 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio, invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília.
O senador disse ainda que não pretende articular para dificultar a aprovação de Messias. “Eu não vou fazer nada, eu só declarei meu voto contrário”.
Na avaliação dele, essa será “ uma votação diferente das outras”. Flávio destaca que os senadores não levarão em conta apenas o perfil de Messias – que o congressista define como “muito próximo” ao PT (Partido dos Trabalhadores) –, mas também o atual cenário político do país.
“Eu percebo uma insegurança muito grande de muitos senadores aqui na Casa com relação ao momento em que o governo vive, com relação aos excessos do Supremo”, declarou o pré-candidato.
Como mostrou a CNN, Messias têm dito a interlocutores que prevê uma sabatina mais sobre a crise de imagem e de credibilidade pela qual passa o STF do que sobre seu próprio histórico.

