A Usiminas registrou lucro líquido de R$ 896 milhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 166% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o resultado foi de R$ 337 milhões. O avanço reflete principalmente a melhora operacional da companhia e o impacto positivo do resultado financeiro, impulsionado por ganhos cambiais no período.
O Ebitda ajustado somou R$ 653 milhões, com queda de 11% na mesma base de comparação. A receita líquida, por sua vez, totalizou R$ 5,871 bilhões, com recuo de 14%.
Apesar do crescimento do lucro, a receita líquida recuou 14% na comparação anual, para R$ 5,9 bilhões, pressionada pela queda nos volumes de vendas, especialmente no mercado externo. Segundo a companhia, o desempenho foi influenciado por mudanças no ambiente competitivo do setor, com a adoção de medidas antidumping sobre importações de aço no Brasil, além de efeitos cambiais favoráveis.
“O primeiro trimestre de 2026 foi marcado por uma mudança relevante na dinâmica comercial do aço no Brasil. Em fevereiro, o governo brasileiro aplicou direitos antidumping sobre as importações de aços laminados a frio e de aços revestidos, medidas aguardadas há longo tempo pelo setor siderúrgico nacional. Essas ações começaram a alterar de forma significativa o ambiente competitivo, sinalizando maior defesa à indústria doméstica frente a práticas comerciais desleais”, disse a empresa em seu balanço.
Na operação, a siderurgia se beneficiou de melhores preços e mix de vendas, enquanto a mineração registrou queda nos volumes comercializados. A empresa encerrou o trimestre com caixa líquido de R$ 391 milhões e alavancagem negativa, reforçando a solidez do balanço.
Apesar da melhora, a empresa prevê que os próximos trimestres serão difíceis por conta dos desdobramentos da Guerra do Irã e seus reflexos tanto na economia global quanto na brasileira.
“A alta nos preços do petróleo e do gás natural, o avanço da inflação e a redução mais lenta das taxas de juros compõem um ambiente de incerteza, agravado ainda pelo risco de disrupção nas cadeias de suprimentos, principalmente no transporte marítimo de mercadorias.”

