O Ministério das Relações Exteriores da China rejeitou nesta sexta-feira (24) a acusação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que um navio cargueiro com bandeira iraniana interceptado por forças americanas era um “presente da China”.
Washington afirmou ter disparado contra e apreendido uma embarcação que tentou burlar o bloqueio imposto aos portos iranianos. Os militares iranianos disseram que o navio vinha da China e prometeram retaliar contra o que chamaram de “pirataria armada por parte dos militares dos EUA”.
Na terça-feira (21), Trump disse à CNBC que o navio “tinha algumas coisas a bordo, o que não era muito agradável. Talvez um presente da China, não sei”.
O Ministério das Relações Exteriores da China rejeitou os comentários.
“A China se opõe a quaisquer acusações e associações que careçam de fundamento factual”, disse o porta-voz do ministério, Guo Jiakun, a repórteres em Pequim.
“As relações comerciais internacionais normais entre os países não devem estar sujeitas a interferências e perturbações”, acrescentou.
O navio porta-contentores Touska, que foi abordado e apreendido por forças americanas no domingo (19), provavelmente transporta itens que Washington considera de dupla utilização, podendo ser usados pelos militares, disseram fontes de segurança marítima nesta segunda-feira.
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