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Câncer de mama: 65% dos casos são avançados, diz especialista a Kalil

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 5 horas)
Câncer de mama: 65% dos casos são avançados, diz especialista a Kalil

O câncer de mama é um dos mais comuns no Brasil: segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer), são 78 mil novos casos por ano. No entanto, apesar dos avanços para o diagnóstico precoce, cerca de 65% dos casos da doença ainda são identificados em fases já avançadas.

O tema é debatido no “CNN Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista” deste sábado (25). No programa, Dr. Roberto Kalil recebe os médicos especialistas Antonio Buzaid, oncologista do Hospital Nove de Julho e Samaritano, e Fabricio Brenelli, mastologista do Hospital Beneficência Portuguesa.

No entanto, apesar dos esforços para aumentar o diagnóstico precoce – como a ampliação da mamografia para mulheres a partir dos 40 anos -, a doença ainda é detectada em estágios avançados na maioria das vezes.

“Infelizmente, não temos uma notícia tão boa. Ainda temos muitos casos avançados. Quase 12% das pacientes já são diagnosticadas com uma doença mais à distância, metastática; 65%, quase, [são diagnosticadas] em estágios avançados. Então, apesar do esforço em se fazer um diagnóstico precoce, nós temos ainda muitos casos avançados em nosso país”, afirma Brenelli.

Ao longo do programa, os especialistas também discutem sobre os principais sinais de alerta, os diferentes tipos da doença e os fatores de risco, que incluem predisposição genética, alterações hormonais, estilo de vida, estresse e alimentação inflamatória, com destaque para o impacto do consumo de açúcar e seus efeitos no organismo.

“Tem um estudo fantástico em que mulheres que tomam muito refrigerante, comem muitos doces e até sucos que têm alta carga glicêmica, têm mais risco de câncer de mama”, afirma Buzaid.

Além disso, de acordo com o especialista, fatores como amenorreia (ausência de menstruação) precoce e menopausa tardia podem aumentar o risco de uma mulher desenvolver câncer de mama, assim como aquelas que fazem reposição hormonal com estrógeno e progesterona, e mulheres que nunca deram à luz ou amamentaram.

Os médicos também detalharam os avanços nos tratamentos e os protocolos terapêuticos mais utilizados, incluindo cirurgia, retirada parcial ou total da mama e reconstrução mamária como parte do cuidado integral. Além de apresentar ao público quais são os exames diagnósticos para detectar a doença precocemente.

“CNN Sinais Vitais – Dr. Kalil Entrevista” será exibido neste sábado, 25 de Abril, às 19h30, na CNN Brasil.

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