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Gilmar diz que Master teria “endereço” na Faria Lima, não nos Três Poderes

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Gilmar diz que Master teria “endereço” na Faria Lima, não nos Três Poderes

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), disse nesta quarta-feira (22) que as investigações do caso Master deveriam focar os esforços “na Faria Lima”, numa referência ao centro financeiro do país.

Segundo ele, o caso revelou um “problema mais profundo”, vinculado à regulação e a uma possível participação do sistema financeiro nas suspeitas de fraude.

“Essa é uma questão que cada qual deverá fazer o devido encaminhamento. O que me parece que é importante que se diga é que esta questão do Vorcaro, Master e tudo mais que a imprensa, ou parte da imprensa, transformou num ‘case’ do Supremo Tribunal Federal é um problema talvez mais profundo, que revela problemas de regulação, participação do sistema financeiro. A mim me parece que a imprensa trouxe o caso Vorcaro para a Praça dos Três Poderes. Eu, se fosse buscar um endereço do caso Vocaro ou Master, veria ele na Faria Lima”, afirmou o decano da Corte, em entrevista ao Jornal da Globo.

Gilmar defendeu os colegas de STF, os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Ao ser questionado se os dois deveriam dar explicações sobre as suas relações e de seus parentes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o ministro pontou que “cada qual deverá fazer o devido encaminhamento”.

Tanto Moraes, quanto Dias Toffoli são alvos de pedidos de impeachment por parte de parlamentares da oposição ao governo. As petições alegam que Moraes deve ser punido por crime de responsabilidade devido ao contrato de R$ 129 milhões firmado pelo escritório de sua mulher com o Master.

Por outro lado, o ministro Toffoli deixou a relatoria do caso Master em 12 de fevereiro, após a PF (Polícia Federal) encaminhar ao presidente do Supremo, Edson Fachin, um relatório de 200 páginas.

O documento reunia indícios de possíveis conexões entre Vorcaro e Toffoli que poderiam justificar sua suspeição — entre eles, o pagamento de R$ 35 milhões realizado pelo banco de Vorcaro pela aquisição de uma participação no resort Tayaya, do qual o ministro reconheceu ser sócio.

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