O mercado de carros elétricos no Brasil deve ganhar força expressiva nos próximos anos, com projeção de ocupar cerca de 15% do mercado automotivo nacional em 2026.
A informação foi compartilhada pelo colunista de Auto da CNN, Jorge Moraes, que está a caminho do Salão Internacional do Automóvel em Pequim, na China.
De acordo com o especialista, o Brasil deve receber aproximadamente 15 novos modelos eletrificados até o final deste ano. “São 15 novos automóveis que você vai acompanhar, assim como a audiência vai perceber que, aos poucos, as montadoras vão soltar as novidades”, destacou Moraes. Muitos desses lançamentos estão previstos para depois da Copa do Mundo, quando ocorrerá “uma avalanche de lançamentos, modificando muito o cenário da indústria automotiva brasileira”.
Reprecificação e reposicionamento do mercado
Um dos pontos destacados pelo colunista é o conceito de “reprecificação”, que ele define como um novo tema da indústria automotiva. Este movimento está diretamente relacionado ao crescimento do mercado de carros elétricos, especialmente os modelos compactos e urbanos, que estão conquistando espaço para deslocamentos cotidianos e até pequenas viagens.
Moraes também revelou algumas novidades que devem chegar ao mercado brasileiro, incluindo o Bingo S, da General Motors, um novo carro compacto que será vendido na faixa entre 120 e 140 mil reais. Esse modelo chega para competir em um segmento em que a fabricante chinesa BYD já tem obtido bons resultados.
O colunista ressaltou ainda que, em 2025, 223,9 mil carros eletrificados foram comercializados no Brasil, representando um aumento de 26% em relação a 2024. Considerando um mercado total estimado em 2,5 milhões de veículos para 2026, se os elétricos alcançarem os 15% previstos, isso significaria uma quantidade significativa de carros chineses circulando nas ruas brasileiras.
Durante sua participação, Jorge Moraes também adiantou que trará de Pequim a notícia de uma nova montadora chegando ao Brasil com dois novos carros, com planos de produção local entre 2027 e 2028. O especialista reforçou seu desejo de que esses automóveis sejam produzidos no Brasil, em vez de apenas importados da China.
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