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Técnico do Chelsea critica elenco após nova derrota: “Anestesiado de raiva”

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Técnico do Chelsea critica elenco após nova derrota: “Anestesiado de raiva”

Técnicos costumam evitar críticas públicas contundentes aos próprios jogadores, mas o treinador do Chelsea, Liam Rosenior, adotou um tom incomum após a derrota por 3 a 0 para o Brighton, na terça-feira (21), em um discurso que refletiu o desgaste de um comandante sob forte pressão.

O início promissor de Rosenior no comando, após substituir Enzo Maresca em janeiro, deu lugar a uma das piores sequências de resultados da história recente do clube londrino.

O Chelsea acumula agora cinco derrotas consecutivas na Premier League sem marcar um único gol, sua pior série desde 1912, enquanto as chances de classificação para a Champions League diminuem rapidamente.

“Eu defendi os jogadores em alguns momentos quando isso era o correto, mas não posso defender essa atuação. Isso não representa este clube, não representa nada do que eu peço ao grupo, e isso precisa mudar”, afirmou Rosenior após a equipe ser amplamente dominada pelo Brighton e não conseguir sequer uma finalização no alvo.

Estou anestesiado de tanta raiva. Algo precisa mudar drasticamente agora. O profissionalismo não esteve presente. Os jogadores precisam se olhar no espelho pelo que apresentaram. Você pode falar sobre tática… a tática vem depois do básico”.

A chegada de Rosenior a Stamford Bridge, vindo do Strasbourg, surpreendeu parte da torcida em janeiro, especialmente após a assinatura de contrato até 2032. Quando venceu seus quatro primeiros jogos na Premier League, o treinador parecia ter conquistado os torcedores mais céticos.

Esse otimismo, porém, desaparece rapidamente. O Chelsea ocupa agora a sétima colocação e se aproxima de um congestionado meio de tabela — cenário distante do esperado pelo coproprietário Behdad Eghbali, presente no Amex Stadium na terça.

O zagueiro Trevoh Chalobah aparentou discordar da avaliação do treinador após a derrota, ao afirmar que os jogadores “deixaram tudo em campo”, alimentando a percepção de um possível distanciamento entre elenco e comissão técnica — situação que raramente termina bem para um treinador.

“Julgando por essa atuação, parece isso mesmo. Não vou mentir. Trabalhamos muito próximos deles nos treinamentos, em reuniões individuais e coletivas. Estamos dando tudo aos jogadores. Há uma falta de espírito, uma falta de confiança, que pode criar essa percepção”, disse o técnico inglês de 41 anos.

“No momento, não se trata de jogar por mim. Trata-se de jogar pelo clube, pela camisa. Trata-se de jogar para vencer partidas. Posso falar sobre o que vi esta noite. Cada um pode interpretar como quiser se eles estão jogando por mim ou não, mas essa atuação foi condenável.”

Ainda assim, o Chelsea pode encontrar um alívio na semifinal da FA Cup contra o Leeds, no domingo (26). No entanto, uma derrota diante da equipe comandada por Daniel Farke pode deixar Rosenior em situação extremamente delicada.

“Precisamos tomar as decisões corretas para a equipe em um jogo enorme no domingo. Vamos fazer o melhor possível para reverter isso”, concluiu.

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