Em um momento de exaltação da cultura brasileira internacionalmente, o país mais uma vez conquista um feito importante: o Brasil está entre os finalistas do prêmio International Booker Prize com o livro “Assim na terra como embaixo da terra” (2017), da escritora Ana Paula Maia, 48.
A premiação ocorre no Reino Unido e é um dos maiores reconhecimentos literários do mundo. O evento elege as melhores obras de ficção traduzidas para o inglês e publicadas no Reino Unido, e destaca a obra brasileira como um livro que ressoa com história, humanidade, esperança e sofrimento.
A história de “Assim na terra como embaixo da terra”, publicado pela editora Record no Brasil, se passa em uma colônia penal construída em um local que servia para torturar escravizados. Lá, os presos sofrem nas mãos do carcereiro-chefe, um homem que planeja jogos sádicos por puro prazer.
Em 2024, o também brasileiro Itamar Vieira Junior foi um dos finalistas da edição com o livro “Torto Arado“, mas foi superado por um livro em alemão.
Conheça a escritora Ana Paula Maia
A autora do livro é natural de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, e atualmente mora em Curitiba, no Paraná. Além de escritora, ela é dramaturga e autora de “Desalma”, série de suspense sobrenatural do globoplay.
Ana Paula também é autora de outros seis livros. Um deles, “Enterre seus mortos” (2018), foi adaptado para o cinema no ano passado e tem no elenco Selton Mello e Marjorie Estiano.
A escritora ganhou o Prêmio São Paulo de Literatura por dois anos seguidos na categoria de melhor livro do ano: em 2018, com a obra pela qual concorre ao prêmio internacional; em 2019, pelo livro “Enterre seus mortos”.
O site do International Booker Prize destaca que as influências da brasileira remontam “da infância e vão desde a violência cotidiana até o consumo de livros, filmes e músicas”.
Ana Paula concorre com outros cinco finalistas, com obras em alemão, francês, chinês e búlgaro. O ganhador do International Booker Prize vai ser anunciado em 19 de maio em Londres.
Leitura estimula memória e afasta crianças das telas, diz especialista

