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CEO da Amazon no Brasil: País é prioridade e e-commerce tem potencial

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 5 horas)
CEO da Amazon no Brasil: País é prioridade e e-commerce tem potencial

Country manager e CEO da Amazon no Brasil, Juliana Sztrajtman reforça que o país “passou a ser uma das grandes prioridades de investimento” da gigante da tecnologia. A visão de Sztrajtman é que o comércio eletrônico brasileiro ainda tem muito potencial de crescimento e amadurecimento.

“Aqui no Brasil, 14% do varejo é e-commerce, países maduros operam em 40% ou mais. Então tem espaço para todo mundo se desenvolver aqui”, afirma a executiva, destacando como positiva a entrada de players chineses no mercado.

“O que acho positivo é que todo mundo desenvolve junto o segmento, cada um do seu jeito”, pontua em entrevista exclusiva ao CNN Money.

Há pouco mais de um ano à frente da Amazon no país, Sztrajtman avalia que este foi um ciclo “de muito aprendizado e de muitas conquistas, de muito crescimento” para a empresa.

Logística, pessoal e tecnologia foram os três pilares de investimento da empresa em 2025, ano de maior investimento da Amazon no país.

“Foi um ano em que a gente teve um crescimento grande e conseguiu melhorar o nível de serviço. Entregar mais rápido. Trazer muito mais produtos para a loja e um serviço superior para o cliente brasileiro”, aponta a executiva à reportagem.

Além de maior eficiência, a empresa busca agora estar mais conectada com a cultura de consumo do brasileiro, provendo inclusive itens do dia a dia e mercado.

A seguir, confira a íntegra da entrevista de Juliana Sztrajtman ao CNN Money, em um balanço sobre o primeiro ano no cargo e perspectivas do setor.

Juliana Sztrajtman, country manager e CEO da Amazon no Brasil, ao CNN Money

Como foi o primeiro ano à frente da Amazon no Brasil? Em quais frentes a empresa evoluiu nesse período?

Foi um primeiro ano de muito aprendizado e de muitas conquistas, de muito crescimento.

O ano passado foi importante, um momento que o Brasil passou a ser uma das grandes prioridades de investimento da Amazon. Investimento esse que foi focado em três áreas que são chave para o desenvolvimento da loja.

Primeiro, muito focado na infraestrutura, na expansão da malha logística. Lançamos mais de 100 pontos logísticos pelo Brasil, isso são 2 por semana, um ritmo grande.

Tivemos também um investimento grande em pessoas. Hoje temos um quadro de funcionários de mais de 30 mil pessoas diretamente e indiretamente trabalhando na Amazon.

E outro pilar muito focado em tecnologia também, principalmente inteligência artificial evoluindo os sistemas para o cliente ter uma boa experiência de compra.

Foi um ano em que teve um crescimento grande e conseguiu melhorar o nível de serviço. Entregar mais rápido. Trazer muito mais produtos para a loja e um serviço superior para o cliente brasileiro.

E para consolidar esse movimento de expansão, quais são os próximos passos?

A gente vem fazendo um trabalho muito forte com muito investimento, mas tem muito a se fazer ainda.

A estratégia da Amazon não muda. Como próximos passos, vamos continuar crescendo principalmente na quantidade de produtos que oferecemos a preços competitivos e entregar cada vez mais rápido.

Como um exemplo disso, esse ano, agora faz um mês que lançamos o serviço de entrega em 15 minutos. Esse é o tipo de evolução que queremos ter. Dizemos que qualquer consumidor quer encontrar aquilo que ele procura, quer receber rápido, quer poder pagar num bom preço, com a forma de pagamento que está acostumado.

A evolução vai ser nesse sentido.

A tecnologia, que sim, vai continuar expandindo aqui no Brasil, vem para facilitar a experiência – acelerando cadastro de produtos, fazendo a rota das entregas. A tecnologia vai continuar evoluindo porque ela está por trás de tudo que a gente quer entregar para o cliente.

2026 é o segundo ano de maior investimento da Amazon no brasil. A estratégia continua. Temos uma aposta grande no Brasil, e vamos mostrar o quão conectado estamos com a cultura, para conectar cada vez mais com o consumidor brasileiro.

E o comércio eletrônico é um setor cada vez mais latente no país. Quais as perspectivas para o e-commerce brasileiro?

O Brasil tem a característica do tamanho do país que vemos como oportunidade. São 200 milhões de habitantes, um e-commerce que ainda é só 14% do varejo. A particularidade do tamanho do país faz com que tenhamos de fazer um investimento em diversas frentes para que possa ter um produto cada vez mais próximo dos clientes para poder entregar rápido.

E tem um trabalho muito importante aqui no Brasil com as categorias de dia a dia, mercado. O brasileiro adotou a internet, adotou a Amazon. Então, temos um investimento muito grande em ter cada vez mais produtos do dia a dia: alimentos, bebidas, cuidados pessoais, beleza, etc..

Toda essa área de mercado investimos muito aqui no Brasil, porque o brasileiro comprou a ideia de comprar esses produtos na Amazon.

E com a consolidação dos players chineses no país, como a Amazon tem lidado com a competição?

O segmento tem muito espaço de crescimento. Aqui no Brasil, 14% do varejo é e-commerce, países maduros operam em 40% ou mais. Então tem espaço para todo mundo se desenvolver aqui. O que acho positivo é que todo mundo desenvolve junto o segmento, cada um do seu jeito.

Para a Amazon, sempre vai ser obsessão pelo cliente. Toda ideia nossa nasce da necessidade do cliente, e aí desenhamos o que precisa para resolver o problema. Mas, na prática, todo mundo vai fazer o e-commerce se desenvolver.

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