O governo brasileiro está pedindo adesão a um tratado internacional que deve baratear o leasing de vagões e locomotivas usados por concessionárias de ferrovias, segundo informou à CNN o ministro dos Transportes, George Santoro.
Em vigência desde 2024, o Protocolo Ferroviário de Luxemburgo criou um sistema integrado e permanente de registro das composições ferroviárias, facilitando o rastreio delas pelo mundo.
Além disso, reforça globalmente os direitos dos credores e fornecedores em caso de inadimplência, permitindo uma recuperação mais ágil dos ativos.
Tudo isso tende a acabar barateando o custo financeiro associado ao leasing ou à compra financiada de locomotivas e vagões, explica Santoro.
De acordo com o ministro, essa redução de custo é especialmente importante no atual momento vivido pelo setor, com investimentos bilionários das operadoras de ferrovias que renovaram suas concessões por 30 anos.
É o caso de empresas como Rumo (Malha Paulista), MRS Logística e Vale (Estrada de Ferro Carajás e Vitória-Minas). A VLI também está na reta final do processo para renovar a concessão da FCA (Ferrovia Centro-Atlântica), que vence em agosto.
Santoro afirma ainda que a entrada em vigência do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia traz novas oportunidades para o setor.
Segundo ele, a importação de trilhos de países como Áustria pode ficar mais barata e acessível do que o material trazido da China, hoje predominante nas ferrovias brasileiras.
Além disso, equipamentos ferroviários produzidos no Brasil podem se tornar competitivos no mercado europeu com a isenção de alíquotas de importação pela UE, diz o ministro.

