Após ter sua prisão preventiva restabelecida por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal), Monique Medeiros retornou ao Instituto Penal Talavera Bruce, em Bangu.
No entanto, a ré, acusada pela morte do filho Henry Borel, não foi acompanhada pelo gato que adotou na unidade carcerária e que havia levado para casa ao ser solta em março.
A defesa de Monique confirmou que pretende formalizar um pedido junto à direção da penitenciária para que o animal de estimação possa permanecer com ela na cela.
O felino foi adotado pela detenta em um período anterior de custódia e estava sob seus cuidados fora da prisão nos últimos meses.
Contexto jurídico e retorno ao cárcere
A nova ordem de prisão foi assinada pelo ministro Gilmar Mendes, atendendo a recursos da assistência de acusação e da Procuradoria-Geral da República.
O magistrado destacou que a liberdade da ré poderia comprometer a ordem pública e a instrução do processo. Monique responde pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo, fraude processual e falsidade ideológica.
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1 de 5Henry Borel em comemoração ao seu aniversário de 4 anos, em maio de 2020 • Foto: Arquivo Pessoal
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2 de 5Henry Borel, de 4 anos, morreu em 8 de março • Reprodução
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3 de 5Leniel Borel no documentário "Caso Henry Borel, A Marca da Maldade" • Divulgação
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4 de 5imagem de Henry Borel em ação em uma homenagem ao Dia das Crianças • Divulgação/Leniel Borel
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5 de 5À esquerda Dr. Jairinho, à direita Monique Medeiros com o filho Henry Borel • Arte/CNN
Julgamento marcado
Monique aguarda agora o júri popular, previsto para ocorrer no final de maio no Rio de Janeiro.
Ela será julgada juntamente com o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, que permanece preso no Complexo de Gericinó. O caso investiga a morte de Henry Borel, de 4 anos, ocorrida em março de 2021 após o menino sofrer 23 lesões corporais.
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