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Extremismo não acabou no Brasil e vai disputar eleição outra vez, diz Lula

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)

Na Espanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, neste sábado (18), que, apesar de o Brasil ter condenado as pessoas que “tentaram dar um golpe” em 2022, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), “o extremismo não acabou” e “vai disputar a eleição outra vez”.

Com Bolsonaro inelegível e cumprindo pena de 27 anos e três meses de prisão, seu sucessor no pleito presidencial deste ano será seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

“No meu Brasil, nós acabamos de derrotar o extremismo. Nós temos um ex-presidente preso, condenado a 27 anos de cadeia. Nós temos quatro generais de quatro estrelas presos, porque tentaram dar um golpe. Mas o extremismo não acabou, ele continua vivo e vai disputar a eleição outra vez”, disse Lula durante a 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia. 

O presidente participou da primeira Cúpula Brasil-Espanha, em Barcelona, ao lado do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, na última sexta-feira (17). Depois dos compromissos na Espanha, o petista irá cumprir agenda na Alemanha e em Portugal, onde deve ficar até a próxima terça-feira (21).

Interferência em eleições alheias

Lula ainda voltou a criticar a atuação da ONU (Organização das Nações Unidas) e reforçou que “um presidente de outro país não pode interferir na eleição de outro”.

“A ONU é um instrumento muito valioso se ela funcionar. E ela precisa funcionar para garantir que, por exemplo, as plataformas sejam reguladas no mundo inteiro, para todo mundo”, disse o presidente.

“Não pode um presidente da República de um outro país interferir na eleição de outro, pedir voto para outro. Cadê a soberania eleitoral, cadê a soberania territorial?”, prosseguiu.

O mandatário brasileiro também cobrou que o secretário-geral da organização, António Guterres, convoque reuniões extraordinárias, “mesmo sem pedir para os cinco membros do Conselho de Segurança”, porque, para Lula, “a ONU não pode ficar silenciosa e ver o que está acontecendo no mundo”.

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